Campinas ultrapassou a marca de 4 mil casos confirmados de dengue em 2026. De 1º de janeiro até 28 de setembro, a cidade contabilizou 4.053 diagnósticos da doença, segundo o 40º Alerta Arboviroses divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde. Apesar do número de infectados, nenhuma morte por dengue foi registrada neste ano.
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O novo balanço mostra ainda 32 bairros com maior risco de transmissão na última semana. O número representa uma redução em relação ao alerta anterior, quando 35 bairros estavam nessa classificação. A lista é atualizada semanalmente a partir de indicadores como incidência e novos casos, densidade populacional e dificuldades encontradas pelas equipes para acessar imóveis.
O total de casos também continua avançando. No boletim anterior, com dados até 21 de setembro, Campinas contabilizava 3.998 confirmações. Com a atualização para 4.053, foram acrescentados 55 casos ao balanço municipal.
Veja os 32 bairros em alerta
Na região Leste, aparecem Vila Itapura, Vila 31 de Março, Vila Lafayette Álvaro, Parque Brasília, Jardim Flamboyant e Vila Nogueira. Na Noroeste, estão Vila Padre Manoel de Nóbrega, Jardim Garcia, Conjunto Residencial Parque São Bento, Conjunto Habitacional Parque da Floresta e Cidade Satélite Íris I.
Na região Norte, o alerta inclui Bonfim, Botafogo, Vila Proost de Souza e Jardim Chapadão. Na Sudoeste, estão Loteamento Residencial Porto Seguro, Conjunto Habitacional Vida Nova, Núcleo Residencial Vila Vitória, DIC V, DIC VI, Jardim Melina e Jardim Aeronave de Viracopos.
A lista é completada pela região Sul, com Jardim Puccamp, Jardim Columbia, Jardim San Diego, Parque das Camélias, Jardim Mercedes e Vila Abaeté; e pela Suleste, onde aparecem Parque Jambeiro, Jardim Santa Judith, Jardim Leonor e Ponte Preta. A Secretaria de Saúde ressalta que o alerta também se estende a bairros menores localizados no entorno das áreas indicadas.
Mais de 1,2 milhão de visitas
Desde o começo do ano até 23 de setembro, as equipes responsáveis pelo combate às arboviroses realizaram 1.270.445 visitas a imóveis em Campinas, incluindo ações para eliminação de criadouros e orientação dos moradores. A nebulização costal também foi realizada em 53.382 logradouros.
Segundo levantamento da Secretaria de Estado da Saúde citado pela Prefeitura, 80% dos criadouros do Aedes aegypti estão dentro das residências. A recomendação é eliminar qualquer recipiente que possa acumular água, manter caixas-d'água vedadas e redobrar a atenção com vasos, pneus, latas e outros objetos.
A Prefeitura destaca ainda que os bairros que deixaram a relação semanal não estão livres da circulação do mosquito. As medidas preventivas devem ser mantidas em toda a cidade, inclusive nas regiões que apareceram em alertas anteriores.