Campinas registrou 32 mortes no trânsito das vias urbanas entre janeiro e agosto de 2026, contra 47 no mesmo período do ano passado. A redução é de 32%, segundo dados preliminares do Boletim Informativo de Óbitos no Trânsito, divulgado pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec).
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A queda aparece principalmente entre os pedestres. Foram nove mortes até agosto, ante 16 no mesmo intervalo de 2025, redução de 44%. Entre motociclistas, o número passou de 25 para 21, queda de 16%. Não houve morte de ciclista nas vias urbanas neste ano, enquanto duas haviam sido registradas até agosto de 2025.
Mesmo com a redução, um dado mostra onde permanece concentrado o problema: motociclistas e pedestres representam 94% das mortes nas ruas e avenidas de Campinas em 2026. Das 32 vítimas, 21 eram motociclistas, nove pedestres e duas ocupantes de outros tipos de veículos.
Três vias concentram sete mortes
As ocorrências fatais foram distribuídas por 28 vias da cidade. Apenas três, entretanto, registraram mais de uma morte e, juntas, respondem por sete dos 32 óbitos, quase 22% do total.
A Antiga Rodovia Santos Dumont, em seu trecho urbano, aparece com três mortes, sendo dois motociclistas e um pedestre. A Avenida John Boyd Dunlop registrou duas vítimas fatais, um motociclista e um pedestre, enquanto a Rua Eldorado teve duas mortes, ambas de motociclistas.
Em agosto, especificamente, quatro pessoas morreram no trânsito urbano: um motociclista, dois pedestres e um ocupante de outro tipo de veículo. O balanço mantém 2026 com redução nos indicadores de mortalidade pelo oitavo mês consecutivo na comparação com os respectivos períodos de 2025.
Rodovias elevam total para 66 mortes
Quando as rodovias que cortam Campinas entram na conta, o número de vítimas fatais chega a 66 até agosto. Foram 34 mortes nas estradas e 32 nas vias urbanas. O total é 22% inferior ao observado no mesmo período de 2025.
Nesse conjunto, a presença dos motociclistas continua predominante: 40 das 66 vítimas, ou 61%, estavam em motocicletas. Outras 14 eram pedestres, 11 ocupavam demais veículos e uma era ciclista.
A Emdec atribui a redução a um conjunto de medidas que inclui mudanças viárias em pontos considerados críticos, fiscalização eletrônica, videomonitoramento, operações integradas e ações educativas. Como os números de 2026 são preliminares, o balanço ainda pode ser atualizado, inclusive porque a metodologia considera como morte no trânsito aquela ocorrida até 30 dias depois do acidente.
Álcool aparece em metade dos casos analisados
O levantamento do Programa Vida no Trânsito também atualizou os fatores de risco identificados nos 16 casos fatais que já passaram por análise detalhada. Como um mesmo acidente pode apresentar mais de um fator, os percentuais não devem ser somados.
A combinação de álcool e direção apareceu em oito dos 16 casos, equivalente a 50%. A falta de habilitação foi identificada em sete (44%) e velocidade excessiva ou inadequada em quatro (25%). A classificação foi atualizada após a incorporação de resultados de exames de alcoolemia, identificação de uso de medicamentos ou drogas e verificação da habilitação dos envolvidos.