A Justiça de Minas Gerais tornou réu André Junio Silva de Carvalho, acusado de matar a própria namorada em um apartamento e permanecer por quatro dias no imóvel com o corpo da vítima. A denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) foi recebida pela Justiça, que também manteve a prisão preventiva do acusado.
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O crime aconteceu no bairro Camargos, na região Oeste de Belo Horizonte. André Junio responde por feminicídio em contexto de violência doméstica e familiar, com qualificadoras de motivo fútil, asfixia e recurso que teria dificultado a defesa da vítima. Ele também foi denunciado por ocultação de cadáver.
Casal estava junto havia cerca de três semanas
Segundo a denúncia do MPMG, o relacionamento entre André Junio e a vítima tinha aproximadamente três semanas. Poucos dias antes do crime, os dois passaram a morar juntos no apartamento.
A mulher teria sido morta por asfixia em 16 de julho, depois de pedir ao acusado que deixasse o imóvel.
Após a morte, conforme a investigação, André Junio permaneceu no apartamento durante quatro dias com o corpo da namorada.
Acusado teria tentado esconder o corpo
De acordo com o Ministério Público, durante o período em que permaneceu no imóvel, o acusado teria coberto o corpo, utilizado aromatizantes e mantido as janelas fechadas na tentativa de evitar que a morte fosse descoberta.
Ainda segundo as investigações, ele teria mantido uma rotina aparentemente normal. O homem teria saído do apartamento em alguns momentos para fumar e caminhar.
Uma das suspeitas levantadas pela investigação é de que André Junio também teria se passado pela vítima, utilizando o celular dela para enviar mensagens a conhecidos.
O comportamento chamou a atenção de amigos e vizinhos, que teriam estranhado o conteúdo das mensagens enviadas pelo telefone da mulher.
Homem deixou apartamento com malas
As suspeitas aumentaram até que o corpo da vítima fosse localizado.
No dia 20 de julho, André Junio teria sido visto deixando o apartamento carregando malas e outros pertences que pertenciam à mulher.
No dia seguinte, ele se apresentou ao Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e foi preso.
Durante audiência de custódia realizada em 23 de julho, a prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva.
Justiça negou exame de sanidade mental
No início de agosto, a defesa de André Junio pediu que fosse realizado um exame de sanidade mental no acusado. A solicitação, porém, foi negada pela Justiça.
Segundo a decisão da juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, do Tribunal do Júri – 1º Sumariante da Comarca da capital, não foram apresentados documentos, como prontuário médico ou estudo social, que indicassem eventual comprometimento da saúde mental do acusado capaz de justificar a realização do exame.
Com o recebimento da denúncia, André Junio passa oficialmente à condição de réu e o processo segue para as próximas etapas.
Caso seja pronunciado, ele será levado a julgamento pelo Tribunal do Júri, responsável por decidir sobre a responsabilidade do acusado pelas acusações. A defesa ainda poderá apresentar seus argumentos ao longo do processo.