Campinas confirmou a segunda morte por febre maculosa em 2026. A vítima era um homem de 29 anos que provavelmente contraiu a doença após frequentar um pesqueiro em outra cidade da região.
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O homem esteve no local em 17 de junho, apresentou os primeiros sintomas quatro dias depois e morreu em 26 de junho, em um hospital do município onde fica o pesqueiro. O caso foi confirmado posteriormente pela Secretaria Municipal de Saúde.
Com a atualização, Campinas contabiliza dois casos da doença neste ano, ambos com morte dos pacientes.
Embora a provável infecção tenha ocorrido fora da cidade, a Vigilância em Saúde informou que fará um trabalho de orientação sobre os riscos da febre maculosa em pesqueiros de Campinas próximos à divisa com o município relacionado ao caso.
Outra vítima tinha 74 anos
A primeira morte por febre maculosa registrada entre moradores de Campinas neste ano ocorreu em abril. A vítima era um homem de 74 anos, que morreu no dia 21 daquele mês.
Nesse caso, a provável área de contaminação fica na região Noroeste de Campinas, onde o homem realizava serviços de jardinagem próximo a áreas verdes e cursos d'água.
Em 2025, a cidade teve seis casos confirmados e seis mortes pela doença.
Período de maior risco
Campinas está atualmente na época do ano considerada de maior risco para transmissão da febre maculosa, período que segue até novembro.
A doença é provocada pela bactéria Rickettsia rickettsii e transmitida pela picada do carrapato-estrela infectado. A região de Campinas é considerada área endêmica.
Nesta época do ano predominam as fases mais jovens do carrapato, que são menores e menos seletivas na escolha dos hospedeiros.
Febre após área verde
A principal orientação da Saúde é para que pessoas que apresentem febre depois de frequentar áreas verdes, margens de rios, lagos ou locais com presença de carrapatos procurem atendimento médico rapidamente.
O período entre o primeiro e o terceiro dia após o início dos sintomas é considerado decisivo para o tratamento. A recomendação é não esperar pelo aparecimento de outros sinais antes de buscar assistência.
Além da febre, a doença pode provocar dor de cabeça, dores intensas pelo corpo, mal-estar, náuseas e vômitos. Os sintomas podem surgir entre dois e 14 dias após a picada.
Ao procurar atendimento, é importante informar ao profissional de saúde sobre a passagem recente por áreas verdes ou locais de possível exposição a carrapatos.
Como reduzir o risco
A Saúde recomenda evitar contato direto com gramados, matas e áreas próximas a rios, lagos e lagoas, principalmente em locais onde há circulação de capivaras.
Quando a exposição for inevitável, a orientação é usar roupas claras, calçados fechados e peças que cubram o corpo, além de verificar roupas, pele e animais de estimação após deixar o local.
Caso um carrapato seja encontrado preso à pele, ele deve ser retirado cuidadosamente, de preferência com uma pinça e sem ser esmagado, e a região deve ser lavada com água e sabão.
Campinas também mantém um programa de controle reprodutivo das capivaras em parques públicos. Desde setembro de 2024, quase 200 animais foram esterilizados na Lagoa do Taquaral e no Lago do Café, e o trabalho deve alcançar outros parques da cidade.