INVESTIGAÇÃO AVANÇA

Caso Lucas: suspeito é preso por morte de advogado

Por Flávio Paradella | Especial para a Sampi Campinas
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Polícia Civil prendeu um suspeito duas semanas após Lucas Silva Lopes ser encontrado morto e ter o carro incendiado.
Polícia Civil prendeu um suspeito duas semanas após Lucas Silva Lopes ser encontrado morto e ter o carro incendiado.

A investigação sobre a morte do advogado Lucas Silva Lopes, de 30 anos, teve um novo avanço com a prisão de um suspeito. A detenção ocorreu na sexta-feira (14) e foi confirmada pela Polícia Civil nesta segunda-feira (17).

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Lucas havia sido encontrado morto no dia 2 de agosto, em uma estrada de terra no Distrito Industrial Luiz Torrani, na zona rural de Mogi Mirim. Perto do corpo, os investigadores localizaram o carro da vítima completamente queimado.

Até agora, a Polícia Civil não divulgou quem é o preso, qual seria a participação dele no crime nem a motivação do assassinato.

Lucas morava em Hortolândia e desapareceu na madrugada de 1º de agosto, depois de sair de casa sem informar para onde iria.

No dia seguinte, o corpo foi localizado. Segundo as informações registradas no início da investigação, a vítima apresentava ferimentos no rosto e estava com um tecido amarrado ao pescoço e ao corpo.

As condições em que Lucas foi encontrado e o incêndio no veículo fizeram a polícia abrir uma investigação para reconstruir os últimos passos do advogado e identificar quem esteve com ele antes da morte.

Uma das hipóteses consideradas desde o início foi a possibilidade de crime de ódio, mas essa linha ainda não foi confirmada.

Família dizia não conhecer ameaças

Pessoas próximas e familiares relataram aos investigadores que Lucas não tinha histórico conhecido de desavenças ou conflitos.

Nos primeiros dias após o crime, a família buscava imagens de câmeras de segurança que pudessem ajudar a identificar o caminho percorrido por ele entre a saída de Hortolândia e o local onde o corpo foi encontrado.

Com a prisão, a expectativa agora é que a Polícia Civil avance na identificação da dinâmica do crime, da motivação e de eventuais outros envolvidos.

Atuação pelos direitos das pessoas com deficiência

Lucas tinha paralisia cerebral e construiu sua trajetória profissional e acadêmica ligada à defesa dos direitos das pessoas com deficiência.

Era mestre em Direitos Humanos pela USP e fazia doutorado na Universidade. Também participava, desde 2020, de duas comissões da OAB Campinas.

Entre 2023 e 2026, foi ainda diretor-secretário da Casa da Criança Paralítica, em Campinas.

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