A investigação sobre a morte do advogado Lucas Silva Lopes, de 30 anos, teve um novo avanço com a prisão de um suspeito. A detenção ocorreu na sexta-feira (14) e foi confirmada pela Polícia Civil nesta segunda-feira (17).
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Lucas havia sido encontrado morto no dia 2 de agosto, em uma estrada de terra no Distrito Industrial Luiz Torrani, na zona rural de Mogi Mirim. Perto do corpo, os investigadores localizaram o carro da vítima completamente queimado.
Até agora, a Polícia Civil não divulgou quem é o preso, qual seria a participação dele no crime nem a motivação do assassinato.
Lucas morava em Hortolândia e desapareceu na madrugada de 1º de agosto, depois de sair de casa sem informar para onde iria.
No dia seguinte, o corpo foi localizado. Segundo as informações registradas no início da investigação, a vítima apresentava ferimentos no rosto e estava com um tecido amarrado ao pescoço e ao corpo.
As condições em que Lucas foi encontrado e o incêndio no veículo fizeram a polícia abrir uma investigação para reconstruir os últimos passos do advogado e identificar quem esteve com ele antes da morte.
Uma das hipóteses consideradas desde o início foi a possibilidade de crime de ódio, mas essa linha ainda não foi confirmada.
Família dizia não conhecer ameaças
Pessoas próximas e familiares relataram aos investigadores que Lucas não tinha histórico conhecido de desavenças ou conflitos.
Nos primeiros dias após o crime, a família buscava imagens de câmeras de segurança que pudessem ajudar a identificar o caminho percorrido por ele entre a saída de Hortolândia e o local onde o corpo foi encontrado.
Com a prisão, a expectativa agora é que a Polícia Civil avance na identificação da dinâmica do crime, da motivação e de eventuais outros envolvidos.
Atuação pelos direitos das pessoas com deficiência
Lucas tinha paralisia cerebral e construiu sua trajetória profissional e acadêmica ligada à defesa dos direitos das pessoas com deficiência.
Era mestre em Direitos Humanos pela USP e fazia doutorado na Universidade. Também participava, desde 2020, de duas comissões da OAB Campinas.
Entre 2023 e 2026, foi ainda diretor-secretário da Casa da Criança Paralítica, em Campinas.