TEMPO SECO

Focos de incêndio despencam de 375 para 31 em Campinas

Por Flávio Paradella | Especial para a Sampi Campinas
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação/PMC
Cidade registra queda nos focos de calor e reforça prevenção com 695 hidrantes, novas estações meteorológicas e uso de inteligência artificial.
Cidade registra queda nos focos de calor e reforça prevenção com 695 hidrantes, novas estações meteorológicas e uso de inteligência artificial.

Campinas registrou queda acentuada nas ocorrências de incêndio e nos focos de calor durante a Operação Estiagem de 2026. Dados apresentados mostram que o município contabilizou 31 focos identificados por satélite neste ano, ante 375 no mesmo período de 2025.

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Os atendimentos realizados pelo Corpo de Bombeiros também diminuíram. Foram 82 ocorrências em 2026, contra 707 no ano anterior. Segundo o balanço, todos os focos atendidos neste ano foram detectados pelo sistema de monitoramento por satélite. Em 2025, 12 incêndios combatidos em campo não haviam sido identificados pela ferramenta.

Os números foram avaliados durante uma reunião na Sala de Resiliência do Paço Municipal, que reuniu Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, órgãos municipais, empresas públicas e representantes da CPFL. O encontro definiu estratégias de prevenção e resposta para os meses mais secos do ano.

A Operação Estiagem está em vigor desde maio e segue até 30 de setembro. O planejamento envolve acompanhamento das condições meteorológicas, fiscalização em áreas vulneráveis, orientação à população e mobilização de equipes para o combate a incêndios em vegetação.

Rede de hidrantes

Campinas conta atualmente com 695 hidrantes em funcionamento, distribuídos em diferentes regiões da cidade. Os equipamentos são utilizados para o reabastecimento das viaturas do Corpo de Bombeiros durante o atendimento às emergências.

De acordo com o capitão Pedro Henrique Borges Marques, a quantidade de pontos disponíveis reduz a distância percorrida pelas equipes e acelera o retorno dos veículos ao combate.

“Com essa estrutura, as equipes sempre têm um hidrante próximo para reabastecer as viaturas, reduzindo o tempo de deslocamento e aumentando a eficiência no combate aos incêndios.”

Os bombeiros também utilizam uma plataforma digital com a localização dos hidrantes, o histórico das vistorias e a situação operacional de cada equipamento.

Outra medida em preparação é a entrega de um reservatório de água na Mata de Santa Genebra, que deverá ampliar o suporte ao combate a incêndios em áreas de vegetação.

Cidade amplia monitoramento

A Defesa Civil também apresentou os projetos de modernização do sistema meteorológico municipal. Novas estações, ainda em fase de validação, permitirão acompanhar dados de temperatura, umidade, chuva e velocidade do vento em diferentes pontos da cidade.

As próximas unidades serão instaladas no Parque Oziel e em dois centros de educação infantil. A ampliação da rede deverá melhorar a identificação de mudanças rápidas nas condições climáticas e permitir a emissão de alertas mais específicos para cada região.

O município também desenvolve ferramentas com inteligência artificial para detectar raios, acompanhar riscos de inundação e cruzar imagens de câmeras com dados do radar meteorológico e das estações.

Segundo o diretor da Defesa Civil de Campinas, Sidnei Furtado, a integração das informações permite antecipar situações de risco.

“O período de estiagem exige planejamento e integração entre todos os órgãos envolvidos. Nosso objetivo é agir de forma preventiva, utilizando tecnologia, monitoramento em tempo real e planejamento conjunto para reduzir riscos e proteger a população”, afirmou.

Ações preventivas

Desde o início da operação, foram realizadas 39 vistorias preventivas em áreas com risco de queimadas. No entorno do Aeroporto Internacional de Viracopos, ocorreram outras 156 inspeções.

A Defesa Civil também emitiu 27 boletins sobre risco de incêndios e encaminhou 160 comunicados técnicos aos órgãos participantes da operação.

“Cada órgão tem um papel importante, mas os melhores resultados acontecem quando todas as equipes trabalham de forma integrada. Esse planejamento conjunto aumenta nossa capacidade de prevenir ocorrências e de responder rapidamente quando elas acontecem”, declarou Furtado.

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