SOCIOEDUCAÇÃO

TJ, Unicamp e Fundação Casa criam rede de apoio a menores

Por Flávio Paradella | Especial para a Sampi Campinas
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação
Projeto terá ações de saúde mental, prevenção, cidadania e cultura por três anos.
Projeto terá ações de saúde mental, prevenção, cidadania e cultura por três anos.

Adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa em Campinas serão atendidos por um novo projeto voltado à saúde, bem-estar, cidadania e reintegração social. A iniciativa foi inaugurada no Fórum Doutor Alberto Pinto de Moraes, e reúne o Tribunal de Justiça de São Paulo, a Unicamp e a Fundação Casa.

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O projeto, chamado “Tribunal de Justiça, Unicamp e Fundação Casa: juntos pela saúde e bem-estar dos adolescentes internados”, terá duração de três anos e investimento total de R$ 1.026.254,72, o equivalente a cerca de R$ 342 mil por ano. A execução será feita por equipe técnica da Unicamp, formada por profissionais de psicologia e serviço social.

A proposta é oferecer acompanhamento integrado a adolescentes em internação, com foco na prevenção, no cuidado em saúde mental e no fortalecimento de trajetórias de cidadania. O projeto também prevê ações educativas, atividades culturais e atendimento a demandas imediatas identificadas durante o período de internação.

O prefeito Dário Saadi participou da solenidade e destacou o papel social da iniciativa. “Quero parabenizar o Tribunal de Justiça por essa iniciativa. Sabemos que a função da Justiça é aplicar a lei, mas quando ela consegue ir além disso e transformar recursos oriundos de acordos e penalidades em ações concretas para a sociedade, o resultado é muito mais efetivo”, afirmou.

Dário também relacionou o projeto à necessidade de políticas públicas voltadas à infância e à adolescência. “São iniciativas que ajudam a prevenir problemas e a criar oportunidades, especialmente para crianças e adolescentes”, disse. O prefeito citou ainda investimentos na educação infantil e a construção de 16 supercreches em Campinas.

A iniciativa envolve a Vara da Infância e da Juventude Infracional e a Vara do Juizado Especial Criminal da Comarca de Campinas. Segundo os organizadores, o projeto surge em um contexto de vulnerabilidade social dos jovens atendidos, muitos deles com vínculos familiares fragilizados.

O presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador Francisco Eduardo Loureiro, afirmou que o trabalho busca contribuir para a recuperação dos adolescentes e para o retorno ao convívio social. “É fundamental que o adolescente que hoje está em situação de internação possa se recuperar e voltar a ser integrado à sociedade”, disse.

Representando a Fundação Casa, a superintendente em saúde da instituição, Maria Angélica Alves, afirmou que o convênio reforça a assistência já oferecida. “Esse trabalho vem para reforçar e ampliar a assistência que já é realizada pela Fundação Casa, oferecendo um atendimento ainda mais qualificado e integrado. Tenho certeza de que essa união de esforços fará diferença na vida desses jovens”, comentou.

O médico Paulo Velho, idealizador do projeto, destacou que a saúde mental será um dos eixos centrais da atuação. “Essa questão da saúde mental está muito presente. Estamos aqui para somar esforços e qualificar o atendimento que já é oferecido a esses adolescentes, dentro de um novo modelo de assistência à população privada de liberdade”, afirmou.

O plano de trabalho está dividido em cinco frentes: prevenção com diagnóstico precoce, atendimento a demandas imediatas, cuidado em saúde mental, ações educativas de autocuidado e cidadania, além de atividades culturais com literatura, artes e música.

A expectativa é que a integração entre Judiciário, universidade e Fundação Casa fortaleça o atendimento oferecido aos adolescentes e contribua para reduzir vulnerabilidades durante e depois do período de internação.

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