MANIFESTAÇÃO

Prédio da administração da Unicamp é invadido na madrugada

Por Flávio Paradella | Especial para a Sampi Campinas
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/Unicamp
Ocupação realizada por estudantes em greve bloqueia setor que paga salários e bolsas.
Ocupação realizada por estudantes em greve bloqueia setor que paga salários e bolsas.

O prédio da Diretoria Geral da Administração (DGA) da Unicamp foi ocupado na noite desta segunda-feira. O local concentra serviços administrativos considerados essenciais para o funcionamento da universidade, como procedimentos ligados a pagamentos, compras, contratos, abastecimento da área da saúde, restaurantes universitários e auxílios estudantis.

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A ocupação ocorre em meio à greve geral iniciada em 18 de maio por servidores e estudantes da universidade. O movimento afirma que as propostas apresentadas pela Reitoria na última mesa de negociação não contemplaram pontos considerados centrais pela categoria.

A ocupação mobilizou a Reitoria, que divulgou nota lamentando o ato. A administração da universidade afirmou que manifestações reivindicatórias fazem parte da vida acadêmica, mas não devem impedir o direito de ir e vir nem bloquear o acesso de servidores aos seus locais de trabalho.

Segundo a Reitoria, a interrupção das atividades na DGA pode afetar diferentes setores da instituição. Entre os serviços citados estão a liberação de salários, bolsas e auxílios estudantis, o processamento de pagamentos, compras e contratos regulamentares, a importação de insumos para pesquisas científicas e o funcionamento dos restaurantes universitários.

A administração também informou que mantém canais de diálogo com estudantes, docentes e servidores técnico-administrativos. No comunicado, a Reitoria defendeu que a escuta ativa e a negociação coletiva são os caminhos adequados para a construção de soluções institucionais.

A universidade afirmou ainda que “ações de força vão contra os princípios democráticos, o respeito mútuo e a busca pelo entendimento que devem pautar a vida acadêmica”. Para a Reitoria, a ocupação penaliza a comunidade universitária como um todo e compromete a rotina da própria instituição.

Apesar da crítica ao ato, a Reitoria declarou que segue disposta a dar continuidade às mesas de debate e negociação. A administração, no entanto, reforçou que o avanço das tratativas depende da preservação das atividades regulares e da integridade dos espaços públicos da universidade.

Comentários

1 Comentários

  • Ivan 5 dias atrás
    Alunos mais caros do mundo ,prêmio Nobel ?jamais teremos Geração perdida