A Câmara Municipal de Campinas aprovou nesta segunda-feira (1º) a abertura de uma Comissão Processante contra o vereador Vini Oliveira (Cidadania). A decisão leva para dentro do Legislativo a investigação política sobre as imagens que mostram o parlamentar em uma empresa ligada ao transporte público, em Paulínia.
- Clique aqui para fazer parte da comunidade da Sampi Campinas no WhatsApp e receber notícias em primeira mão.
O requerimento admitido foi apresentado pela vereadora Mariana Conti (PSOL) e recebeu 29 votos favoráveis, sem votos contrários. O pedido protocolado por Adriano Novo foi descartado por tratar do mesmo objeto da denúncia de Mariana, apresentada primeiro. Já o requerimento de Aparecido José de Oliveira, que tratava de uma suposta irregularidade envolvendo uma assessora parlamentar, foi rejeitado pelo plenário.
Após a aprovação, foram sorteados os três integrantes da Comissão Processante. O colegiado será presidido por Paulo Haddad (PSD), terá Otto Alejandro (PL) como relator e contará ainda com Dr. Yanko (PP) como membro.

Reprodução/TV Câmara
A abertura da CP não representa cassação automática do mandato. A decisão apenas autoriza o início da apuração político-administrativa. A comissão terá a responsabilidade de analisar documentos, ouvir envolvidos, conduzir diligências e garantir o direito de defesa do parlamentar.
A denúncia de Mariana tem como base as imagens que mostram Vini em uma reunião em uma empresa ligada ao transporte, em Paulínia, e a saída do local com uma caixa preta, envelopes e outros materiais que passaram a ser alvo de questionamentos públicos.
O episódio teve forte repercussão por ocorrer em meio à tensão sobre a licitação de cerca de R$ 12 bilhões do transporte público de Campinas. Vini tem adotado discurso crítico contra empresas do setor, contra o sistema atual e contra a condução do processo de concessão.
Depois da divulgação das imagens, o vereador se manifestou nas redes sociais. Ele negou ter recebido dinheiro, afirmou que a caixa continha documentos e que os envelopes guardavam mídias digitais, como drives com dados. Também disse que o material foi encaminhado ao Ministério Público.
Ainda assim, permanecem sem detalhamento público pontos centrais do caso, como o nome da empresa visitada, quem participou da reunião, quais documentos estavam na caixa, quais dados estavam nos drives e qual a relação direta do material com as denúncias mencionadas pelo parlamentar.
Internado

Reprodução/Instagram
Vini Oliveira não participou da sessão desta segunda-feira. Segundo a assessoria do vereador, ele está internado desde a noite de domingo, em acompanhamento médico, e ainda não há previsão de alta.
Com a decisão, Vini passa a responder formalmente a uma Comissão Processante. Se, ao fim da apuração, a denúncia for considerada procedente pelo plenário, o parlamentar poderá ter o mandato cassado.