A Prefeitura de Hortolândia intensificou a cobrança por providências diante das reclamações sobre a qualidade da água fornecida no município. Como principal encaminhamento, a Prefeitura formalizou uma notificação administrativa exigindo explicações técnicas, medidas corretivas e, sobretudo, compensação financeira à população prejudicada.
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A administração acionou a Arsesp, responsável por fiscalizar a Sabesp, após relatos de problemas em diferentes bairros. Um documento oficial foi encaminhado solicitando esclarecimentos urgentes e reforço na fiscalização.
A Prefeitura afirma que, embora o serviço seja de responsabilidade do Estado, atua para garantir a segurança da população. “É uma situação extremamente grave. Não é crível que alguém beba água nessas condições”, declarou o secretário de Serviços Urbanos, Vicente Andreu.
A Arsesp realizou vistoria na Estação de Tratamento de Água (ETA) e deve apresentar um relatório técnico sobre o abastecimento. Paralelamente, a Vigilância Sanitária coleta amostras que serão analisadas pelo Instituto Adolfo Lutz.
Problema atinge região
A situação não se restringe a Hortolândia. Moradores de Paulínia e Monte Mor também relatam mau cheiro e gosto alterado na água, frequentemente comparados a odor de mofo. Em alguns casos, consumidores passaram a comprar água mineral ou buscar alternativas em cidades vizinhas, como Sumaré.
A Sabesp atribui o problema ao Rio Jaguari, que abastece os três municípios. Segundo a companhia, a água passa por tratamento completo e permanece própria para consumo, apesar das alterações sensoriais. A CETESB informou que segue monitorando o manancial com coletas e análises.
Enquanto isso, moradores continuam enfrentando desconforto no uso diário da água, mesmo com a garantia oficial de potabilidade.