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Campinas usa IA para detectar doenças na retina

Por Flávio Paradella | Especial para a Sampi Campinas
| Tempo de leitura: 1 min
Divulgação/PMC
Saúde passa a oferecer exame de retina com inteligência artificial no SUS; tecnologia ajuda a priorizar casos graves.
Saúde passa a oferecer exame de retina com inteligência artificial no SUS; tecnologia ajuda a priorizar casos graves.

A Secretaria de Saúde de Campinas iniciou o uso de um telerretinógrafo com inteligência artificial no Centro de Especialidades Médicas (CEEM), marcando a introdução inédita do exame na rede municipal do SUS.

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O equipamento realiza retinografia digital com apoio de IA, permitindo identificar alterações na retina e indicar, com mais rapidez, casos que exigem prioridade no atendimento. Neste primeiro momento, as vagas são destinadas a pacientes já inseridos na linha de cuidado da oftalmologia, com ampliação gradual.

O aparelho capta imagens de alta resolução da retina e utiliza algoritmos para apontar possíveis alterações. Os registros são encaminhados para análise de um especialista, que define o diagnóstico e os próximos passos no tratamento.

Entre as doenças rastreadas estão retinopatia diabética, glaucoma, degeneração macular e alterações vasculares — condições que podem levar à perda de visão se não forem detectadas precocemente.

Segundo a coordenação do serviço, o diagnóstico antecipado é decisivo para evitar agravamentos e perda visual.

Inaugurado em dezembro de 2024, o CEEM concentra atendimentos especializados e funciona por encaminhamento da rede básica. Desde a abertura, a unidade já realizou mais de 58,7 mil atendimentos, sendo cerca de 16 mil em oftalmologia.

A reorganização do serviço reduziu a fila da especialidade em 83%, passando de 14,5 mil pacientes em 2024 para cerca de 2,4 mil em 2026. No mesmo período, a média mensal de consultas subiu de 2 mil para 3 mil.

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