A Páscoa de 2026 deve movimentar R$ 377,2 milhões na Região Metropolitana de Campinas (RMC), segundo projeção do Departamento de Economia da Associação Comercial e Industrial de Campinas. A data será celebrada em 5 de abril e, apesar da pressão nos preços do chocolate, a expectativa é de crescimento moderado nas vendas.
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A estimativa representa alta de 5,7% em relação a 2025, quando o faturamento foi de R$ 356,8 milhões na região. Em Campinas, a projeção é de R$ 178,1 milhões, frente aos R$ 168,7 milhões registrados no ano anterior, avanço de 5,6%.
O setor convive com o impacto do aumento do cacau no mercado internacional. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas, o custo da matéria-prima tem pressionado a indústria. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística indicam que o preço do chocolate subiu 24,77% nos últimos 12 meses, encerrados em janeiro, enquanto a inflação geral do país ficou em 4,44% no período.
Mesmo com o cenário desafiador, o ticket médio deve passar de R$ 135,60 para R$ 144,00, crescimento de 6,2%. Segundo o economista da ACIC, Mário Eduardo Campos, o varejo tem apostado na antecipação das vitrines, decoração temática e intensificação das campanhas promocionais para estimular o consumo. A diversificação do portfólio, com produtos zero açúcar e zero lactose, também tem ganhado espaço.
A Páscoa também deve gerar oportunidades temporárias. Na RMC, a previsão é de 738 vagas de emprego temporário, contra 727 no ano passado, alta de 1,5%. Em Campinas, são esperadas 371 contratações, frente às 366 de 2025.
Apesar das incertezas no ambiente econômico, a avaliação da ACIC é de que planejamento antecipado, inovação e uso de tecnologias como inteligência artificial devem contribuir para sustentar o crescimento nas vendas.