Cinquenta e cinco pessoas que circulavam a pé ou de moto morreram em acidentes nas vias urbanas de Campinas entre janeiro e outubro, segundo o Boletim Mensal de Óbitos no Trânsito da Emdec. O levantamento aponta que 33 motociclistas ou garupas e 22 pedestres perderam a vida no período, representando 87% das 63 mortes registradas nas ruas da cidade.
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O presidente da Emdec, Vinicius Riverete, afirma que o dado reforça a necessidade de atenção constante: “A segurança no trânsito é uma construção coletiva. Cada escolha feita ao sair de casa pode evitar um sinistro”, destacou.
Outros perfis de usuários tiveram números menores. Seis ocupantes de veículos morreram em acidentes urbanos — queda de 14% em relação ao mesmo intervalo do ano passado — e dois ciclistas foram vítimas fatais, redução de 60% na comparação com 2024.
Somando ruas e rodovias, Campinas contabiliza 114 mortes no trânsito até outubro, o que representa redução de quase 16% frente às 135 registradas em 2024. O balanço aponta 63 mortes em vias urbanas, 50 em rodovias e uma ocorrência ainda não identificada quanto ao local.
Entre os sinistros fatais analisados pelo Programa Vida no Trânsito, a velocidade aparece como principal causa, associada a 10 mortes. Em seguida vem a combinação de álcool e direção, que resultou em oito casos, e o comportamento do pedestre, ligado a sete registros. Também houve cinco mortes relacionadas ao desrespeito à sinalização.
A Emdec afirma que mantém ações contínuas para reduzir riscos. Até outubro, foram 263 operações integradas com as forças de segurança, 9,8 mil infrações identificadas e novos pontos de fiscalização por videomonitoramento implantados. No reforço de sinalização, foram executados 156,1 mil m² de pintura viária, instaladas 5,4 mil placas e construídas 250 rampas de acessibilidade. Na área educativa, 353 ações alcançaram 42,6 mil pessoas.