A Procuradoria Jurídica da Câmara Municipal de Campinas analisou e aprovou requerimento do pedido para abertura de Comissão Processante contra o vereador Otto Alejandro (PL), sob acusação de possível quebra de decoro parlamentar.
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Segundo o parecer da Procuradoria, o processo atende os requisitos do decreto federal número 201/67, norma que rege a responsabilidade de prefeitos e vereadores, e está apto para ser votado durante a Reunião Ordinária desta segunda-feira.
Para a denúncia ser aceita, é necessária a concordância por maioria simples dos parlamentares presentes no plenário. Se for recebida, a Comissão Processante será constituída por três vereadores definidos por sorteio. Caso contrário, será arquivada.
O protocolo foi apresentado por Adriano Vieira Novo, que cita a denúncia registrada na 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) em 10 de novembro, envolvendo supostos crimes de ameaça, injúria, violência doméstica e dano ao patrimônio.
Segundo o documento, o pedido também menciona o episódio de 13 de julho, quando o vereador foi acusado de danificar o vidro traseiro de um ônibus e ameaçar o motorista na avenida Francisco Glicério.
O caso Otto
A denúncia de violência doméstica registrada no BO nº QM0639-1/2025 afirma que os fatos ocorreram na noite de 7 de novembro, em um apartamento na Rua José de Alencar, na região central. A suposta namorada do parlamentar relatou que foi agredida, insultada, ameaçada de morte e que o vereador teria danificado objetos e retirado uma televisão de sua residência.
Entre os xingamentos atribuídos ao vereador estão expressões como: "puta, vadia, demônio, doente, ingrata, vou acabar te matando", conforme seu relato à Polícia Civil.
A denunciante afirmou manter um relacionamento de um ano e meio com Otto Alejandro e declarou que ele costuma ingerir bebida alcoólica, ficando “muito alterado”. Ela recusou acolhimento e não apresentou testemunhas. Após o registro, recebeu orientações sobre medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha.
Procurado pelo Portal Sampi Campinas, o vereador enviou a seguinte nota: “Fiquei sabendo através da imprensa. Não fui notificado por ninguém. Acredito que estou passando por uma perseguição política, pois anunciei meu nome para ser candidato a deputado estadual. Quando for notificado vou me defender através de meus advogados. Eu não cometi nenhum tipo de agressão. Tenho certeza que foi um equívoco e no tempo e na hora oportuna eu vou demonstrar isso.”
Tumulto na Glicério
Em 13 de julho, Otto Alejandro já havia sido citado em outra ocorrência policial. Um motorista de ônibus relatou que o vereador teria arremessado uma pedra, quebrando o vidro traseiro do veículo, além de ameaçá-lo e danificar seu celular durante uma confusão na avenida Francisco Glicério.
O condutor afirmou que o parlamentar aparentava estar alterado e com sinais de embriaguez. Uma mulher que o acompanhava teria dito que ele era “figura pública na cidade”. A Guarda Municipal foi acionada e o caso foi registrado como dano e ameaça. A Polícia Civil recolheu o celular quebrado e enviou os veículos para perícia.
Na ocasião, Otto Alejandro afirmou: “Tive conhecimento da acusação. Nada a declarar. Meu jurídico está analisando o que aconteceu.”