POLÍCIA FEDERAL

Mulher é presa em Campinas em operação contra tráfico sexual

Por Flávio Paradella | Especial para a Sampi Campinas
| Tempo de leitura: 1 min
Ação mirou rede de tráfico de pessoas para exploração sexual no exterior e prendeu uma mulher em Campinas; Justiça bloqueou até R$ 8,3 milhões em bens.
Ação mirou rede de tráfico de pessoas para exploração sexual no exterior e prendeu uma mulher em Campinas; Justiça bloqueou até R$ 8,3 milhões em bens.

A Polícia Federal prendeu, nesta quinta-feira (28), uma mulher em Campinas durante a Operação Promessa Ilusória, que investiga uma organização criminosa transnacional responsável pelo aliciamento de brasileiras para exploração sexual na Europa. A ação também teve alvo em Cosmópolis.

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Além disso, a PF cumpriu mandado de busca e apreensão e determinou o bloqueio de ativos financeiros, imóveis, veículos e criptoativos avaliados em R$ 8,3 milhões, valor correspondente ao lucro estimado do grupo com a exploração das vítimas.

Como atuava o grupo

As investigações começaram a partir de uma denúncia anônima no sistema “Comunica PF”. Segundo a Polícia Federal, mulheres eram recrutadas por meio de redes sociais com falsas promessas de segurança, altos ganhos e suporte logístico para trabalhar fora do país. No entanto, ao chegarem ao destino, eram submetidas a ameaças, condições degradantes, restrição de liberdade e controle financeiro, configurando tráfico de pessoas.

De acordo com a apuração, as investigadas usavam codinomes em sites de prostituição, controlavam anúncios, impunham dívidas abusivas e chegaram a enviar indivíduos armados para intimidar vítimas que tentavam escapar. Há registros de ameaças de morte, cárcere privado e retenção de passaportes.

Prisão em Campinas

Na cidade, a PF cumpriu o mandado de prisão preventiva contra uma das principais investigadas, que foi levada à Delegacia de Polícia Federal. A mulher deve passar por audiência de custódia e, em seguida, será encaminhada ao sistema prisional, permanecendo à disposição da Justiça Federal.

A investigação segue sob sigilo para identificar outros integrantes do esquema no Brasil e no exterior.

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