SEGURANÇA VIÁRIA

Estudo aponta tendência de queda nas mortes de pedestres

Por Flávio Paradella | Especial para a Sampi Campinas
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/PMC
Cidade aparece em estudo do Detran-SP com tendência de queda nas mortes de pedestres no trânsito, segundo levantamento com base no Infosiga.
Cidade aparece em estudo do Detran-SP com tendência de queda nas mortes de pedestres no trânsito, segundo levantamento com base no Infosiga.

Campinas figura entre os municípios paulistas com tendência de queda nas mortes de pedestres no trânsito, conforme estudo divulgado nesta semana pelo Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP). A pesquisa traça uma análise da segurança viária no Estado entre janeiro de 2015 e fevereiro de 2025, com base em dados do Infosiga, plataforma que reúne estatísticas sobre sinistros de trânsito.

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A cidade se junta a grandes centros como São Paulo, Santos, Mogi das Cruzes e Osasco entre os municípios com mais de 100 mil habitantes que mostram redução significativa na letalidade envolvendo pedestres. O levantamento também aponta uma tendência semelhante em relação às mortes no trânsito em geral em cidades como Guarujá, Presidente Prudente e Araraquara.

Em 2024, pedestres representaram 17% dos óbitos no trânsito no Estado, ficando atrás apenas dos motociclistas e seus passageiros, que continuam sendo o grupo mais vulnerável nas vias urbanas. Em Campinas, a proporção de motociclistas nas mortes de trânsito também segue elevada, como mostram os dados mais recentes da Emdec — até maio deste ano, eles representavam mais da metade das vítimas fatais.

O Estado de São Paulo vem fortalecendo ações para enfrentar essa realidade, por meio da elaboração do Plano Estadual de Segurança Viária, que trará metas e indicadores para guiar as políticas públicas no setor. Entre as medidas adotadas estão campanhas de comunicação, fiscalização intensificada, capacitação de agentes e incentivo a projetos locais de engenharia viária mais segura.

“A partir desses recortes, os municípios podem priorizar aquilo que representa o maior fator de risco e aquele público mais atingido pela sinistralidade. Cada município tem a obrigação de olhar para o seu sistema de trânsito e estabelecer medidas para o enfrentamento a esses problemas”, destacou Roberta Mantovani, diretora de Segurança Viária do Detran-SP.

Campinas já vem adotando ações voltadas à redução de mortes e acidentes. Uma das iniciativas mais recentes é o estudo técnico para implantação da Faixa Azul, corredor exclusivo para motos na Avenida José de Souza Campos (Norte-Sul), com o objetivo de organizar o fluxo e reduzir colisões com motociclistas.

O estudo integra um esforço nacional dentro da Segunda Década de Ação pela Segurança no Trânsito, liderada pela ONU, com a meta de reduzir pela metade o número de mortes e lesões viárias até 2030. O Estado de São Paulo é uma das unidades federativas que aderiram ao pacto e articula seus municípios em torno dessa meta global.

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