URBANISMO E SAÚDE

Projeto prevê escola e posto de saúde em área pública do Village

Por Flávio Paradella | Especial para a Sampi Campinas
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/CMC
Câmara vota nesta segunda proposta de desafetação de áreas públicas para construção de equipamentos sociais.
Câmara vota nesta segunda proposta de desafetação de áreas públicas para construção de equipamentos sociais.

A Câmara Municipal de Campinas vota nesta segunda-feira (1º), em primeira discussão, o Projeto de Lei Complementar nº 81/2024, de autoria do Executivo, que propõe a desafetação de áreas públicas no loteamento Village Campinas para a construção de unidades de saúde e educação. A medida transforma três trechos de praça, hoje considerados bens de uso comum, em áreas de uso especial, permitindo a edificação de uma creche, uma escola de ensino fundamental e um centro de saúde.

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A votação será realizada durante a 16ª Reunião Ordinária de 2025, no Plenário da Casa, com início às 18h. A sessão poderá ser acompanhada presencialmente ou por meio da transmissão ao vivo pela TV Câmara Campinas (sinal digital 11.3, canal 4 da NET e 9 da Vivo Fibra), além do canal oficial no YouTube.

De acordo com a justificativa da Prefeitura, o projeto é necessário para regularizar juridicamente o uso do terreno da escola já prevista na Lei Complementar nº 392, de 2022, e viabilizar a implantação do novo Centro de Saúde Village, contemplado pelo programa federal Novo PAC Saúde.

Três áreas públicas serão transformadas

O projeto detalha as dimensões das três áreas do bairro Village Campinas que serão destinadas aos novos equipamentos públicos:

  • Escola de Educação Infantil: com 2.447,51 m², localizada com frente para a rua Dr. Avelino Valente do Couto.
  • Escola de Ensino Fundamental: com área de 5.361,65 m², terá acesso pela rua Dr. Aristides Lopes Monteiro.
  • Centro de Saúde Village: será construído em área de 5.532,48 m², também com frente para a rua Dr. Avelino Valente do Couto, ao lado da futura escola infantil.

Essas áreas, atualmente classificadas como praça pública, passarão a integrar o grupo de bens públicos de uso especial, conforme previsto na legislação.

Mudança legal e expectativa de obras

“A desafetação é um passo técnico e legal necessário para que as obras saiam do papel, especialmente a unidade de saúde já contemplada pelo PAC. Trata-se de uma demanda antiga da região, que cresce em população e precisa de estrutura pública”, afirmou um assessor da área de planejamento urbano da Prefeitura.

A proposta também revoga a Lei Complementar nº 392, que havia sido aprovada em 2022, mas apresentava inconsistências nas delimitações legais dos terrenos.

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