A Secretaria de Saúde de Campinas registrou uma queda de 43,5% nos novos casos de hanseníase entre 2023 e 2024. O número de infectados caiu de 39 para 22 no período, sendo que 68,1% dos diagnósticos do último ano foram identificados em homens. O dado foi divulgado como parte de uma campanha de conscientização sobre a doença, que ainda enfrenta estigma e desinformação.
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Grande parte dos casos registrados em Campinas está associada a pessoas que migraram de regiões endêmicas. A hanseníase tem um período de incubação longo, variando de dois a sete anos, embora possam ocorrer casos com manifestação inferior a dois ou superior a dez anos. Isso dificulta a detecção precoce e reforça a necessidade de vigilância epidemiológica.
Transmissão e sintomas
A hanseníase é causada pela bactéria Mycobacterium leprae, também conhecida como bacilo de Hansen. A transmissão ocorre por meio da eliminação do bacilo através de gotículas de saliva expelidas ao falar, tossir ou espirrar. Para o contágio, é necessário um contato próximo e prolongado com uma pessoa infectada que ainda não iniciou o tratamento.
Os principais sintomas da doença incluem:
- Manchas na pele com alteração de sensibilidade ao calor, frio, dor ou tato;
- Espessamento de nervos periféricos, acompanhado por perda de sensibilidade e/ou força muscular;
- Diminuição dos pelos e do suor em determinadas áreas do corpo;
- Sensação de formigamento e fisgadas, principalmente nas mãos e pés;
- Nódulos no corpo, em alguns casos avermelhados e dolorosos.
A hanseníase tem cura e o tratamento é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O diagnóstico precoce é fundamental para evitar sequelas e interromper a transmissão da doença.