O homem de 47 anos, acusado de iniciar um incêndio no Pico das Cabras, foi multado em R$ 6,7 milhões pela Polícia Ambiental. A multa decorre dos danos causados à vegetação nativa e exótica, afetando áreas de preservação permanente e ambiental. A Polícia Ambiental determinou o valor após analisar o impacto do incêndio, utilizando imagens de satélite. O suspeito segue preso preventivamente desde 11 de setembro, quando foi encontrado em flagrante com substâncias inflamáveis, sacos de estopa e materiais utilizados para provocar o fogo.
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O incêndio devastou uma área significativa da região de proteção ambiental na Estrada do Capricórnio, no distrito de Joaquim Egídio, perto do Observatório Municipal Jean Nicolini. A Promotoria Criminal de Campinas também formalizou uma denúncia contra o acusado, apontando que ele usou os materiais encontrados em seu carro para atear fogo na área, expondo a vida e patrimônio de terceiros a riscos significativos. As chamas consumiram cerca de 195 hectares, alcançando até mesmo a sede de uma fazenda.
Além do incêndio no Pico das Cabras, o homem é suspeito de provocar queimadas em outras áreas nas regiões de Campinas, Morungaba e Itatiba, o que também está sob investigação das autoridades. A Promotoria de Justiça destacou que, por ser uma área de proteção ambiental, a pena pelo crime de incêndio pode ser agravada em até um terço, com base no artigo 250 do Código Penal, que prevê reclusão de 3 a 6 anos para o crime de incêndio em mata ou floresta.
O incêndio no Pico das Cabras resultou no fechamento do Observatório Municipal Jean Nicolini e de áreas turísticas como o Museu Aberto de Astronomia, que foram diretamente impactadas pelas chamas.