DENGUE EM CAMPINAS

Em ano de maior epidemia, agentes enfrentam maior resistência

Por Redação | Especial para o Todo Dia Campinas
| Tempo de leitura: 2 min
Rogério Capela/PMC
Combater criadouros é a medida mais eficaz contra a dengue
Combater criadouros é a medida mais eficaz contra a dengue

Há quase dois meses Campinas não está mais em situação de emergência para a dengue, mas permanece em epidemia. O número de novos casos vem desacelerando, porém a preocupação com novos focos para o mosquito Aedes aegypti continua.

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Por isso as ações de combate aos criadouros seguem sendo realizadas, mas os agentes da empresa contratada para visitar as casas estão enfrentando dificuldades. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, nas três primeiras semanas de julho as recusas pela entrada dos agentes chegaram a 52,2% das abordagens. O número vem crescendo gradualmente desde 2022:

Recusas de fiscalização

  • 2022: 47,9%
  • 2023: 49,2%
  • 2024 (até junho): 51,5%
  • 2024 (três primeiras semanas de julho): 52,2%.

Segundo a Secretaria de Saúde, o número de imóveis visitados desde janeiro para controle de criadouros chega a 1 milhão, e foi realizada a nebulização em 160 mil residências e comércios.

Como identificar

Os funcionários que realizam a prevenção nos imóveis são da empresa Impacto Controle de Pragas. Eles usam camiseta laranja com logo da empresa e calça cinza, e líderes das equipes vestem camiseta verde com as mesmas características. Dúvidas sobre a identificação podem ser esclarecidas pela população pelo telefone 156.

Importância da prevenção

A Secretaria Municipal de Saúde reforça o alerta sobre a importância de ações contínuas durante o inverno para eliminar o mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, incluindo a abertura dos imóveis para o controle de criadouros. O coordenador do Programa de Arboviroses de Campinas, Fausto de Almeida Marinho Neto, explica que a manutenção de trabalhos preventivos no período mais frio do ano contribuiu para evitar aumento de casos nas estações mais quentes.

Segundo ele, há temor que muitas pessoas deixem de lado um hábito que passou a ser rotina no primeiro quadrimestre. "A melhor forma de prevenção é eliminar qualquer recipiente que possa servir de criadouro, principalmente em latas, pneus, pratos de plantas, lajes e calhas. Os ovos dos mosquitos podem resistir por meses no ambiente, reforçando a importância do descarte adequado de todo material em desuso que possa conter ovos e acumular água. É importante, ainda, vedar a caixa d'água e manter fechados vasos sanitários inutilizados. Separe dez minutinhos por semana, isso faz toda a diferença”.

Pior epidemia da história

Desde 1º de janeiro Campinas já registrou mais de 117 mil casos de dengue e 48 mortes, sendo este o ano da pior epidemia de dengue da história da cidade.

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