ESPERANÇA

HC vai produzir medicamentos para tratamento de câncer

Por Flávio Paradella | Especial para a Sampi Campinas
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/Governo de SP
HC da Unicamp inaugurou Radiofarmácia do Serviço de Medicina Nuclear
HC da Unicamp inaugurou Radiofarmácia do Serviço de Medicina Nuclear

O Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp anunciou a inauguração da Radiofarmácia do Serviço de Medicina Nuclear. Com a novidade, dentro de dois meses, o HC começará a produzir uma variedade de medicamentos ainda não disponíveis no Brasil, destinados ao tratamento do câncer. A síntese desses radiofármacos combina aplicações diagnósticas e terapêuticas em um único fármaco, conhecido como teranóstico.

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Entre os radiofármacos que serão produzidos estão o PSMA-gálio68 para câncer de próstata e outros tumores, o PSMA-lutécio utilizado na terapia do câncer, o DOTA-galio68 para neoplasias neuroendócrinas, o DOTA-lutécio para tratamento do câncer neuroendócrino, o FES para diagnóstico do câncer de mama com receptor de estrogênio, o TAU para pesquisa avançada de demências e o Fluoreto para diagnóstico de metástases ósseas.

"A falta de acesso a novos traçadores é um dos principais desafios da medicina nuclear no Brasil. Com este projeto, os pacientes não só terão acesso a esses radiofármacos para diagnóstico, mas também para terapias", explicou Barbara Juarez Amorim, coordenadora do Serviço de Medicina Nuclear do HC.

A Radiofarmácia ocupa uma área de 20 metros quadrados dentro do setor de medicina nuclear, no segundo andar do hospital. A reforma física do espaço recebeu apoio do Cepid CancerThera, da Fapesp, com investimento de R$ 150 mil. Os equipamentos foram adquiridos com recursos da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), um braço da Organização das Nações Unidas (ONU).

No local, foram instaladas duas cabines de segurança biológica, três pass throughs para transferência segura de materiais entre os ambientes, um glove box para manipulação de iodo radioativo e um módulo de síntese para produção dos radiofármacos. A sala é completamente blindada e conta com caixas para descarte de materiais radioativos e equipamentos para controle de qualidade de endotoxinas.

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