ALTERNATIVA

Após furtos, Campinas quer trocar materiais de monumentos

Por Higor Goulart | Especial para a Sampi Campinas
| Tempo de leitura: 1 min
Divulgação/PMC
Monumento em homenagem a Carlos Gomes é um dos mais visados pelos vândalos
Monumento em homenagem a Carlos Gomes é um dos mais visados pelos vândalos

Campinas tem sido alvo frequente de furtos e atos de vandalismo contra monumentos expostos em praças e parques. Para evitar as ações, a Secretaria de Cultura e Turismo vai enviar ao Condeppac (Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas) a proposta para substituir os bustos e peças de bronze por um material alternativo, sem valor comercial.

A proposta envolve uma empresa especializada na produção de peças sem valor comercial para monumentos do tipo. A empresa é a Soluart Soluções Artísticas, de Botucatu. Ela produz esculturas em diversos materiais, com opções que podem evitar o uso do bronze, muito visado por ladrões pelo seu alto valor comercial. A empresa garante que o uso de materiais alternativos não compromete o aspecto visual das obras.

“A proposta ainda é embrionária e será submetida ao Condepacc. Ainda não é possível dizer, por exemplo, o que seria feito com as peças e esculturas que estão atualmente em exibição em áreas públicas; ou mesmo quais delas seriam substituídas”, explicou a Secretaria de Cultura.

A ideia da pasta é conter os prejuízos com os atos de vandalismo e furtos a monumentos, terminais, parques, caçambas de lixo, praças e esporte e outros. Somente no ano passado, a Administração Municipal gastou cerca de R$ 1 milhão para a reposição de peças, equipamentos e limpeza de patrimônios que são atos de vandalismo.

Atualmente, Campinas tem 115 monumentos tombados como patrimônio pelo Condepacc. O número de quantos deles poderão ser substituídos por material alternativo requer avaliação a partir de critérios técnicos.

Comentários

Comentários