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Direita reacende caso Toninho após desfecho de assassinato de Marielle

Por Redação | Especial para a Sampi Campinas
| Tempo de leitura: 2 min
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Toninho em icônica foto na prefeitura de Campinas
Toninho em icônica foto na prefeitura de Campinas

Após o desfecho do caso Marielle Franco, morta a tiros com o motorista Anderson Gomes em março de 2018, militantes de direita voltaram a citar o caso do ex-prefeito de Campinas, Antônio da Costa Santos, o Toninho do PT, para acusar as autoridades de seletividade em investigações sobre homicídios. 

 

Na manhã desta segunda-feira, 25, diversas publicações de expoentes da direita repercutiram no X (antigo Twitter). “Agora que já chegaram aí desfecho da Mariele, quem matou Toninho?”, diz uma publicação amplamente compartilhada. O assunto liderava entre as publicações envolvendo Campinas. 

 

Um dos posts partiu do jornalista Augusto Numes, uma das vozes do conservadorismo na imprensa. Durante a manhã, Nunes publicou: “Resolvido o caso Marielle, é hora de responder a três perguntas com mais de 20 anos de idade: Quem matou Toninho do PT? Quem mandou matar o então prefeito de Campinas? Quem mandou matar Celso Daniel, prefeito de Santo André, eleito pelo PT?”. 

 

Resolvido o caso Marielle, é hora de responder a três perguntas com mais de 20 anos de idade:

1. Quem matou Toninho do PT?
2. ?Quem mandou matar o então prefeito de Campinas?
3. Quem mandou matar Celso Daniel, prefeito de Santo André, eleito pelo PT?

— Augusto Nunes (@augustosnunes) March 25, 2024

A publicação teve mais de 2 mil repostagens, mas o post rodou outros perfis, além de dar combustível para publicações similares.

 

“Falar em esquerda, quem mandou matar Celso Daniel? Toninho de Campinas??”, publicou outro usuário. 

 

Antônio da Costa Santos foi morto em 10 de setembro de 2001, enquanto voltava de um shopping. O então prefeito foi executado a tiros, sozinho, em seu carro. O crime prescreveu em 2021, após completar 20 anos com investigações inconclusivas. 

 

Já o caso de Celso Daniel, também usado pelo ala direitista para contrariar as investigações sobre a morte de Marielle Franco, ocorreu em janeiro de 2002. O então prefeito de Santo André, no ABC Paulista, foi atingido com oito tiros. Após dois dias desaparecido, ele foi encontrado em Juquitiba, na Região Metropolitana de São Paulo.

 

Já o caso da vereadora Mariele Franco teve um novo capítulo com a Polícia Federal levando a prisão neste domingo os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão, apontados como mandantes do crime, todos influentes na política do Rio de Janeiro. Ainda o então chefe da Polícia Civil, Rivaldo Barbosa, foi detido.

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