O número de casos confirmados de dengue em Campinas continua alarmante. De acordo com o último boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Saúde do município, nesta segunda-feira, 4, a Metrópole chegou a 12.487 casos da doença. Ainda no começo do terceiro mês de 2024, Campinas já ultrapassou os casos registrados em todo o ano de 2023.
De acordo com a Saúde, em 2022 foram registrados 11.277 casos. Já nos doze meses de 2023, 11.476. Em pouco mais de dois meses, Campinas já registra uma das dez piores epidemias de dengue de sua história e teme chegar a 100 mil casos.
De acordo com a pasta os bairros com mais registros de contaminação, até o momento, são:
- Jardim Eulina - 747 casos
- Jardim Aurélia - 434 casos
- São Quirino - 389 casos
- Barão Geraldo - 345 casos
“Os números são preocupantes, sim. Nós já temos ações programadas que acontecem diariamente. Temos uma equipe contratada de 100 agentes que estão percorrendo os bairros. Eles passam nas residência, orientam a população, fazem o controle de criadouros e até a aplicação de inseticidas para combater o mosquito. E vamos continuar com os mutirões que são feitos desde o início do ano”, afirmou Fausto de Almeida Neto, coordenador do Programa de Arboviroses.
Segundo estatísticas da Secretaria de Saúde, 80% dos criadouros são encontrados dentro das residências. A preocupação aumenta devido a circulação dos sorotipos 2 e 3 da doença, que não eram registrado em Campinas desde 2021.
“A circulação dos novos sorotipos nos preocupa porque pessoas que já tiveram dengue, mas do sorotipo 1, por exemplo, podem se contaminar com esses novos e os sintomas serem mais forte. No entanto, a forma de combate é a mesma, precisamos eliminar os criadouros”.
O coordenador do Programa de Arboviroses afirma que é fundamental que os moradores permitam a entrada dos agentes de saúde nas residências. Ele também explica o que fazer quando encontrar um criadouro dentro de casa.
“A gente recomenda que todos façam uma checagem semanal. Quando aparecerem os agentes de saúde e surgir uma dúvida se eles estão mesmo a serviço da Prefeitura, basta ligar no 156 e confirmar a ação naquele bairro. Caso o morador encontre por contra própria o criadouro, um pote, uma garrafa, um vaso, precisa jogar a água fora. A larva morre quando cai ao chão e fica sem água”, afirmou.
No caso do surgimento de sintomas, é necessário buscar atendimento médico.