Em meio a uma epidemia de dengue, Campinas retomou também uma preocupação com os casos de covid-19. Somente em 2024, 94 moradores foram internados pela doença. Oito deles morreram. E, em cerca de 60% destes casos graves, o esquema vacinal incompleto ou não foram vacinados contra o vírus.
A situação atual, portanto, reforça a importância do imunizante e das doses de reforço. É o que alerta a médica infectologista Valéria de Almeida, do Devisa (Departamento de Vigilância em Saúde).
“Ontem (terça-feira), conversei com uma pessoa que só tinha tomado duas doses da vacina. Nunca tinha tomado um reforço. A vacina tem a importância parcial na prevenção da infecção, mas também para prevenir quadros graves. As pessoas precisam se lembrar sempre disso e estar com a vacinação em dia”, afirmou.
Além da ausência de imunizante, os quadros graves de covid-19 também atingiram em maioria os grupos prioritários. As oito mortes, por exemplo, foram todas de idosos com comorbidades. Entre os internados, enquanto isso, 63% foram de pessoas com 60 anos ou mais, e 73,4% apresentavam alguma comorbidade.
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Para estes grupos, principalmente, Valéria alerta sobre a importância da vacina bivalente. Com atuação para as variantes atuais da covid-19, o imunizante atingiu uma cobertura de 69,4% entre pessoas com 60 anos ou mais. Portanto, ainda há um alto número de idosos sem a dosagem.
“Essas pessoas, como idosos, gestantes e com comorbidade, têm um risco maior e precisam tomar o reforço da vacina bivalente. Ela contém as cepas da ômicron, que são as variantes do período pós-pandêmico”, garantiu.
Atualmente, o público que pode receber a bivalente é composto por pessoas a partir dos 12 anos, a depender da situação vacinal. As doses estão disponíveis em todos os centros de saúde.