A Prefeitura de Campinas já sabe os próximos passos para conquistar a cessão definitiva do Pátio Ferroviário. O Governo Federal definiu, em reunião, os critérios para o repasse. A expectativa é transformar o espaço num hub de ciência, tecnologia, inovação e turismo, além de um parque urbano.
De acordo com a Secretaria de Urbanismo, o próximo passo inclui o trabalho de separação da área para criar três matrículas: da área de cessão onerosa, de cessão definitiva e a remanescente que será alienada pela União. “No restante desta área, há o trecho que será usado pelo TIC/TIM e para o futuro mercado popular de Campinas”, disse a secretária de Urbanismo, Carolina Baracat.
Nesta quarta-feira, 2, foi publicada no Diário Oficial da União, a renovação da guarda provisória do Pátio Ferroviário para a Prefeitura. O aditamento é de um ano e concede à Administração Municipal a permissão de zelar, realizar manutenções e preservar o espaço.
Para discutir a cessão definitiva, o prefeito de Campinas, Dário Saadi, esteve em Brasília no dia 4 de julho. Ele esteve com o secretário do Patrimônio da União, Lúcio Geraldo de Andrade.
“Temos feito um esforço imenso para que a Prefeitura assuma essa área e faça toda a requalificação porque entendemos que os projetos que iremos implantar no local irão fomentar a economia e a cultura na região central”, disse Dário.
A expectativa agora é conseguir a cessão definitiva para dar andamento aos planos da primeira fase de revitalização do espaço. Atualmente, o Pátio Ferroviário conta com a Estação Cultura e com o pátio de veículos. “Esta área é importante para fomentar uma nova centralidade e requalificar a região central”, destaca a Carolina.
Segundo a secretária, a Prefeitura espera transformar o local em uma área para incentivo da cultura, criar espaços de turismo, áreas de inovação e para abrigar instituições de ensino. Além disso, uma estação para o Trem Intercidades, que ligará Campinas a São Paulo, está prevista.
Por fim, a iniciativa privada destinaria 38 mil m², reservados a ela, para construção de projetos habitacionais.
A Estação Cultura, além dos outros espaços, não serão afetados.