RECONTAGEM

Prefeitura prevê novo ‘censo’ de pessoas em situação de rua em Campinas até dezembro

Por Pedro Baccelli | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Especial para a Sampi Campinas
Divulgação/Prefeitura de Campinas
Pessoa em situação de rua sendo acolhida durante programa da Prefeitura de Campinas
Pessoa em situação de rua sendo acolhida durante programa da Prefeitura de Campinas

O último levantamento realizado pela Prefeitura de Campinas mostra que 932 pessoas estão morando nas ruas da cidade. Não precisa andar muito, principalmente pelas regiões Leste e central, para ficar com uma dúvida: este número não é ainda maior? Questionamento que pode ser respondido ainda neste ano. A previsão é que um novo levantamento seja feito até o mês de dezembro pela Secretaria Municipal de Assistência Social, Pessoa com Deficiência e Direitos Humanos.

A tendência é que este número aumente. Pelo menos, é o que mostram as últimas pesquisas. Em 2015, Campinas tinha 563 pessoas em situação de rua. No ano seguinte, em 2016, subiu para 623. Foram registrados 822 em 2019. Por fim, 932 pessoas em 2021.

Perfil dos moradores de rua
A última contagem mostra que a zona Leste é disparadamente o principal destino com 50,72% da população de rua. No outro lado da balança, a região Noroeste comporta apenas 3,34%.

Grande parte deste público é formado por homens (81,5%). Mulheres representam 16,2%. Pessoas que se autodeclararam transgênero (homem ou mulher) são 1,4%. Outros gêneros 0,9%.

Em relação à faixa etária, a maioria destas pessoas tem entre 40 e 49 anos (31,4%). O segundo grupo é formado entre 30 e 39 anos (26,4%). Menores de idade e idosos representam 0,8% e 9,1%, respectivamente.

Questionados sobre sua origem, 37,6% respondeu que nasceu em outros estados. Campineiros são 29,1% dos moradores de rua. Completam a lista: pessoas que vieram de outros municípios do Estado (20,1%); que vieram da capital paulista (6,9%); nascidos na Região Metropolitana de Campinas (5,95%); e de outro país (1,3%).

Quando ao nível de escolaridade, 42% tem o ensino fundamento incompleto. O “pódio” é completado por pessoas com ensino médio completo (17,8%) e ensino médio incompleto (14,3%).

Quase metade da população de rua é de pessoas pardas (45,1%). Brancos são 29,2%, pretos 23,9%, amarelos 1% e indígenas 0,8%. Entre as drogas mais usadas estão o álcool (64,4%), tabaco (32,2%) e crack (24,9%).

Serviços de acolhimento
A Prefeitura realiza uma série de ações voltadas aos moradores de rua. Uma delas é o Programa de Recâmbio de Migrantes, que proporcionou o retorno de 284 pessoas para suas cidades de origem de janeiro até agosto do ano passado. O número é 20,34% do que os 236 encaminhamentos realizados no mesmo período de 2021.

"A Administração Municipal acolhe a pessoa em situação de rua, investiga o caso e, se a pessoa estiver em situação de vulnerabilidade social e houver alguém da família ou até amigo disponível para o acolhimento em outra cidade, fazemos o recâmbio”, explicou a secretária da pasta, Vandecleya Moro.

Além deste programa, a administração oferece o Mão Amiga, operação “Amigos do Trecho”, Centros POP Sares unidade 1 e 2, Casas de Passagem, abrigos; consultório na rua, ações conjuntas SOS Rua e Operação Inverno.

Em caso de dúvidas ou mais informações sobre os programas destinados aos moradores de rua, acesse o site oficial da Prefeitura de Campinas.

Comentários

Comentários