A Feira de Universidades Israelenses, da Unicamp, foi suspensa por conta de um ato de grupos contrários ao evento. A feira ocorreria na tarde desta segunda-feira, 3, na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), em Campinas.
Na fachada da área reservada para o evento, manifestantes posicionaram bandeiras e faixas com mensagens como ‘Palestina Livre’ e ‘Unicamp - território livre de apartheid’.
Em comunicado, a Unicamp informou que “a saída, com segurança, da equipe promotora do evento ocorreu após negociações com os representantes da manifestação”.
Ainda na nota, a universidade reforçou o direito de qualquer manifestação, “desde que essas sejam realizadas de forma pacífica e desde que não haja o impedimento de atividades acadêmicas devidamente autorizadas pelas instâncias decisórias da Universidade”.
As discussões sobre a realização da feira começaram ainda no mês passado. No dia 23 de março, a Fepal (Federação Árabe Palestina do Brasil) enviou um ofício ao reitor da Unicamp, Antônio José de Almeida Meirelles, pedindo o cancelamento do evento, por entender que ele legitima o ‘regime de apartheid de Israel’.
“Se a Unicamp mantiver esta feira, estará não apenas legitimando o apartheid israelense sobre o povo palestino, mas admitindo que a humanidade pode tolerar o apartheid e outros crimes de lesa-humanidade, todos presentes na Palestina e praticados por Israel, como aceitáveis em qualquer parte do mundo, talvez até aqui, contra parcelas do povo brasileiro”, reforçou o presidente da Fepal, Ualid Rabah.
Em 28 de março, o reitor da universidade, então, comunicou em sessão do Conselho Universitário que a feira estava mantida.
A Unicamp não comunicou se a feira será remarcada.