As obras de ampliação, infraestrutura e superestrutura ferroviária para ampliação da da Maria Fumaça de Campinas foi descartada pela Prefeitura e não há mais um prazo para quando ela possa ocorrer. A intervenção é considerada como paralisada pelo balanço do TCE-SP (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo), apesar da Administração afirmar que ela se trata de um projeto que não existe mais.
O projeto para expansão do trajeto da Maria-Fumaça, da Estação Anhumas até a Praça Arautos da Paz, no Taquaral foi anunciado pela Prefeitura de Campinas em 2014. A previsão era de que as obras começassem no início de 2015, com um custo estimado em R$ 5 milhões. Deste total, R$ 4 milhões viriam do Fundo Municipal de Apoio ao Turismo e R$ 1 milhão da Caixa Econômica Federal.
“Eu sei que tem morador que é contra trazer a Maria Fumaça pra cá, mas eu sou a favor de desenvolver o turismo na Região”, afirmou Rodrigo Lourenço de Souza, morador da região do Anhumas.
A Maria Fumaça previa a construção de uma área de lazer para os visitantes, também para compras e passeios. Seriam erguidos bistrô e lanchonete, espaço para lojas, exposições e feiras de artesanato, um pequeno museu ferroviário, sanitários e estacionamento. Além disso, estava previsto no local uma rotunda, equipamento usado para manobrar os trens.
"Perto do que gastam com tantas coisas, não acho que seja uma obra cara e seria mais um lazer para a cidade. Iria trazer renda para Campinas e Jaguariúna também", disse Moacyr Neves, que mora na região do Taquaral.
A Prefeitura de Campinas informou que a Maria Fumaça não é obra paralisada. O projeto seria desenvolvido por meio de um convênio com o governo federal, mas não houve renovação. "Não existe plano de retomada deste projeto no momento", informou a nota da Administração.