Na última quarta-feira, 14, um pai que visitava a filha de dois meses em estado grave na UTI do Hospital Vera Cruz, em Campinas, teve a moto roubada no momento em que descia para ir embora.
Bruno Castelo da Silva, de 26 anos, conta que naquele saiu da casa da sogra pela manhã para visitar a filha, que ainda estava no Hospital Samaritano com pneumonia aguda. Ao chegar, o pai foi informado que a bebê estava sendo transferida, às pressas, pois o estado dela era grave e os cuidados no já não eram suficientes.
“A minha filha foi de ambulância na frente e eu fui de moto atrás desesperado, o pneu da frente chegou até a furar, mas eu cheguei”, conta o pai ainda desolado.
Assim que a criança entrou, Bruno rodeou o hospital para encontrar uma vaga. “Já era noite e eu sou motoboy, já sou ligado”. Depois de vasculhar, encontrou, na frente de um segurança, um lugar para estacionar.
Segundo o pai, ele chegou a conversar com o vigia para que olhasse o veículo enquanto subia para encontrar com a esposa, que já estava no quarto com a bebê. Por volta das 21 horas, quando Bruno desceu para ir embora, não encontrou mais o veículo.
“O vigia estava no mesmo lugar, a única coisa que ele me disse foi que ele só tinha visto eu estacionar a moto e não viu mais nada depois”, disse
Bruno conta que naquele momento um garoto de programa fazia ponto próximo ao local do roubo e não parava de encarar o vigia. “Eu cheguei e perguntei, por que esta me olhando? Quer me falar algo? E foi aí que ele disse.”
Segundo o rapaz, dois homens se aproximaram, por volta das 21 horas, e esperavam um caminhão passar para furtar o veículo. Eles bateram com um ferro para quebrar a engrenagem e levaram a moto, mesmo com o pneu furado.
Como no hospital só um acompanhante podia dormir no quarto, a solução foi recorrer às recepcionistas que, desesperadas com a situação, deixaram Bruno dormir junto a esposa e a filha apenas naquela noite.
“Eles levaram meu ganha pão. Tenho três filhos. De manhã eu trabalho em uma casa de ração e à noite como motoboy”, disse o pai.
No dia seguinte, Bruno deixou o hospital por volta das 5 horas da manhã e foi direto fazer um Boletim de Ocorrência na delegacia. A moto, desde então, não foi mais vista.
A filha de Bruno segue internada e a moto ainda não foi localizada.