Depois de ter uma prévia do que pode ser a operação do BRT no Campo Grande, em que a viagem demorou 35 minutos, contra os 50 em linhas convencionais, a questão que fica é se isso também vai acontecer no outro corredor, que é no Ouro Verde.
A Sampi Campinas apurou que há uma pressa do governo Dário Saadi (Republicanos) para que aconteça uma operação semelhante. Tanto que, em janeiro, deve ser colocada uma linha semiexpressa ligando o Terminal Vida Nova ao centro da cidade. O prefixo deve ser BRT10, para indicar a área de operação.
O martelo ainda não foi batido, mas é provável que a linha pare apenas onde há condições para isso: o Terminal Vida Nova antigo, Terminal Campos Elíseos, Estação Anhanguera e Estação Mário Gatti.
O problema é que, no Ouro Verde, a empresa responsável pela construção do corredor abandonou a obra, e não há mais qualquer previsão para o lançamento da licitação que vai escolher uma nova empreiteira. Era para acontecer até o fim de 2022, mas não há nenhuma movimentação da Secretaria de Infraestrutura nesse sentido.
O abandono foi mostrado pela reportagem há aproximadamente dois meses, e quase nada mudou de lá para cá. A não ser o mato, que cresceu novamente.
Nos demais trechos do corredor, o Terminal Campos Elíseos não está completo, mas houve uma movimentação nos últimos dias. O espaço foi pintado, e uma sala de controle foi montada com mesas, cadeiras e impressoras. Falta ser concluída a plataforma de BRT que vai fazer a ligação com o Corredor Perimetral, mas que, em teoria, não impossibilita o uso da parada específica para a Avenida das Amoreiras.
A empreiteira responsável pelo trabalho está, a passos lentos, caminhando para a conclusão. Ela não tem relação com a companhia que abandonou o restante.