REAJUSTE

Combustíveis sobem até R$ 0,30 nos postos de Campinas: ‘etanol está subindo barbaridade'

Por Pedro Baccelli | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Pedro Baccelli/Sampi Campinas
Placa de preços em posto da avenida Jose Bonifácio, no Jardim das Paineiras
Placa de preços em posto da avenida Jose Bonifácio, no Jardim das Paineiras

Os preços dos combustíveis em Campinas subiram até R$ 0,30 nas últimas semanas. O litro da gasolina é comercializado por valores que variam de R$ 4,89 a R$ 4,99. Já o etanol é encontrado por R$ 3,69 a até R$ 3,79 nos postos.

A culpa da gasolina beirar os R$ 5 é do próprio etanol. O combustível fóssil é composto por 27% de etanol anidro. Um subiu ou outro, consequentemente, acompanhou, como explica o presidente do Recap (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Campinas), Emílio Martins.

“O etanol está subindo barbaridade. Está registrando alta no Brasil inteiro pela quinta semana consecutiva”, disse. Emílio ressalta o reajuste de preço dos produtos de fora. “Não é só o etanol, é o produto que está chegando importado, gasolina e diesel”.

O resultado dessa conta pesa no bolso do consumidor. É necessário desembolsar R$ 249,50 para encher um tanque de 50 litros com gasolina. Com o etanol, o valor cai para R$ 189,50.

Quando colocado no papel, a diferença entre os preços dos combustíveis é de 31,66%. Como o derivado da cana-de-açúcar rende 30% a menos, gasolina e etanol estão quase equiparados na rentabilidade.

A redução dos impostos federais e estaduais terminam no próximo dia 31 de dezembro, e os preços dos combustíveis podem subir ainda mais. “Se nada for feito, dia 1° de janeiro volta o imposto que caiu meses atrás”.

O litro do diesel comum é encontrado na faixa de R$ 6,69 nos postos da cidade.

As paralisações afetaram?
Emílio explica que as paralisações das rodovias em todo país, em protesto a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), não afetaram os preços dos combustíveis em Campinas.

“Não apoiamos isso, não recomendamos e não achamos correto, aumentar o preço, porque não tem produto. Se aconteceu foi caso esporádico, que não pode ser considerado coisa de setor inteiro”, finaliza.

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