GUERRA DA ELEIÇÃO

Eleição entra na fase do mata-mata sem ideias, apenas com ataques

Redação
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Café com eleição
O programa Café com Política desta sexta-feira (25) fez um balanço geral sobre o processo eleitoral brasileiro, a 9 dias da eleição, que será realizada em 4 de outubro. A avaliação apresentada por João Jabbour, Reinaldo Cafeo e Ricardo Bizarra é de que os últimos dias antes da votação podem ser marcados pelo chamado voto útil, com eleitores indecisos ou sem forte identificação migrando para candidaturas consideradas competitivas.

Mata-mata final
Os comentaristas destacaram que, além das pesquisas divulgadas publicamente, partidos e campanhas trabalham com levantamentos internos para acompanhar tendências e orientar estratégias nesta reta final, que será marcada por tentativas de desqualificar o adversário, principalmente na disputa pela Presidência da República, o que empobrece demais o debate e mata a possibilidade de o País discutir projetos para seu futuro.

Custo de vida X inflação 1
Um dos principais pontos discutidos pelos jornalistas/analistas do JC/JCNET e 96 FM foi o impacto do custo de vida sobre o eleitor de menor renda e a diferença entre os indicadores macroeconômicos (principalmente a inflação), que seguem estáveis, e a sensação de carestia. Foram citados inflação dos alimentos, juros elevados, endividamento, crédito consignado e apostas como fatores que podem influenciar a percepção do eleitor sobre o governo.

Custo de vida X inflação 2
A discussão chamou atenção para um possível dilema eleitoral: medidas de aumento de benefícios podem fortalecer o apoio entre os beneficiários, mas também gerar insatisfação entre trabalhadores de renda imediatamente superior, que não recebem o benefício e enfrentam a já comentada alta de preços e despesas.

Dois eixos da disputa
A análise identificou dois grandes eixos da disputa na campanha presidencial: de um lado, denúncias, acusações e questões relacionadas à corrupção e à atuação de instituições; de outro, a situação econômica percebida diretamente pela população.

Abstenção é a incógnita
Outro ponto levantado no Café foi a possibilidade de uma abstenção elevada, especialmente entre eleitores mais velhos e pessoas pouco mobilizadas pela disputa. A avaliação apresentada é que uma participação menor pode alterar a composição dos votos válidos. Trata-se de uma situação imponderável, de mensuração impossível, que só vai ser entendida após o fechamento das urnas. Para acessar, vá ao www.jcnet.com.br, no ícone Cidade 360.  O entrevistado de ontem foi o candidato a deputado estadual Anderson Prado (MDB).

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