VACINA É IMPORTANTE

Sarampo antes dos 5 anos pode causar sequelas neurolóficas


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Menores de cinco anos, em especial os que possuem menos de um ano, integram o grupo mais vulnerável às complicações causadas pelo sarampo
Menores de cinco anos, em especial os que possuem menos de um ano, integram o grupo mais vulnerável às complicações causadas pelo sarampo

A administradora de empresas Jennifer de Matos, 32 anos, aproveitou o primeiro dia da Campanha Nacional de Multivacinação para proteger a filha, Zoe Pina, 1 ano e 8 meses, contra o sarampo e o vírus influenza. Pela manhã, Jennifer compareceu à Unidade Básica de Saúde (UBS) Parque Maria Domitila, na região de Pirituba, zona norte de São Paulo, e atualizou a carteirinha da criança.

"Se não fosse algo tão sério, o sarampo não teria um protocolo vacinal. É muito importante que todas as crianças tomem a vacina e também estejam com a caderneta vacinal em dia para a própria proteção e a de outras crianças", afirma a administradora.

Menores de cinco anos, em especial os que possuem menos de um ano, integram o grupo mais vulnerável às complicações causadas pelo sarampo.

Eduardo Jorge da Fonseca Lima, presidente do Departamento Científico de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) alerta que a pneumonia é a principal causa de morte num quadro de sarampo nos menores de um ano.

A doença também pode causar otite, encefalite aguda e sequelas neurológicas a partir de complicações como a panencefalite esclerosante subaguda, doença cerebral grave que leva a perda progressiva das funções intelectuais e motoras.

O médico afirma que a disseminação do sarampo é rápida. "O sarampo não é uma doença benigna, principalmente neste público. O vírus diminui a imunidade da criança como um todo. Além de causar pneumonia, há ação no sistema nervoso provocando encefalite. É como abrir a porta do sistema imunológico para outras doenças virais que podem se expressar de forma muito mais grave", afirma.

Segundo o pediatra, o vírus do sarampo chega a diminuir de 11% a 73% a memória imunológica que o corpo da criança guardava contra outras doenças. É a chamada "amnésia imunológica".

Com as células de memória que guardam esse histórico destruídas, o corpo perde a capacidade de combater vírus e bactérias. Os percentuais constam em estudos publicados nas revistas Science e Science Immunology.

 

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