LUTO NA CIDADE

Lenda da Polícia Civil de Bauru, Mané Balaustra morre aos 80 anos

Por Lilian Grasiela | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Álbum de família
Mané Balaustra trabalhou na Delegacia Seccional de Polícia de Bauru por vários anos
Mané Balaustra trabalhou na Delegacia Seccional de Polícia de Bauru por vários anos

Morreu nesta sexta-feira (31), aos 80 anos, em Bauru, em decorrência de complicações de uma pneumonia, o investigador de polícia aposentado Manoel Antônio Rodrigues. "Mané Balaustra", como era conhecido na cidade, tornou-se uma lenda na Polícia Civil após sobreviver a vários disparos de arma de fogo durante uma operação. O corpo dele está sendo velado na Funerária Reunidas, na quadra 3 da rua Monsenhor Claro, no Centro, e será sepultado neste domingo (2), a partir das 10h, no Cemitério Parque Jardim do Ypê, após um cortejo de honra feito por policiais civis. O policial aposentado deixa a esposa Olívia e as filhas Jane, Janaína e Joice, além de 8 netos, 4 bisnetos, demais familiares e inúmeros amigos.

Mané Balaustra trabalhou na Delegacia Seccional de Polícia de Bauru por vários anos. Como uma forma de reconhecimento à sua atuação na corporação, segundo familiares, ganhou uma praça dentro da unidade com seu nome. "Na época dos tiros, homenagearam ele por ter sobrevivido", conta a neta Leticia Rodrigues dos Santos Cavalcanti. Segundo ela, o avô sempre foi um homem íntegro, honesto, humilde e de princípios inabaláveis.

"Enfrentava a vida com coragem, dignidade e dedicação, sempre dando o seu melhor em tudo o que fazia. Era um exemplo de caráter, responsabilidade e amor. Amava profundamente sua família e tinha um carinho especial por cada amigo que conquistou ao longo da vida. Muito querido por todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo, jamais media esforços para estender a mão a quem precisava", diz.

A também neta Laura Rodrigues dos Santos Cavalcanti lembra das comidas preparadas por Mané Balaustra. "Cozinhar era uma das suas formas de demonstrar amor. Preparava refeições inesquecíveis, com temperos inesquecíveis. Para ele, a felicidade era completa quando podia reunir toda a família ao redor da mesa, compartilhando risos, histórias e momentos de união", declara.

"A pescaria e os encontros com os amigos no rancho também faziam parte de suas maiores alegrias. Eram momentos de paz, amizade e convivência que ele valorizava imensamente e que ficarão para sempre na lembrança daqueles que estiveram ao seu lado. Seu exemplo permanecerá vivo em cada ensinamento, em cada lembrança e em cada gesto de amor que deixou como herança. Sua história jamais será esquecida".

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