A festa da convocação da seleção brasileira foi tão cruel, acompanhado de um teatro horrível, que achei que tinha errado de canal ou de programa ou quem sabe entrado na estreia de uma novela mexicana produzida pela CBF, luzes tecnologia, bailarinos, danças, suspense, cantoria de péssima qualidade, entrada triunfal da cafonália amarela, com ternos lembrando a direita conservadora e os seguidores do mito.( Em tempo: Enquanto isso em Brasília a cara do Magno Malta atrás do Flavinho na reunião partidária era estarrecedora, porque ele não sabia o que estavam conversando).
Continuemos: A festa da convocação dos 26. Convidados nacionais e internacionais. Ex-jogadores dando entrevistas pedindo Neymar. 14 países representados no evento tão cinematográfico que esqueceram de levar o João Pedro. Um italiano estava sentado na primeira fila se perguntando " o que eu vim fazer aqui, Madonna Mia?". Experiente, vencedor de tudo, grande técnico, ele olhava pasmo com tudo aquilo. Pensando: Eu só vim treinar a Seleção Brasileira!
Eu confesso que não fiquei ansioso, nem surpreso com a abertura e nem o que poderia vir. Afinal, quase todos jogam na Europa. Ganham de 5 milhões até 15 milhões de dólares. A "contrapartida" são os debates esportivos de um lado um apresentador que berra o programa inteiro, ofende sua bancada, que não ganha 5 milhões de reais. Ou então um programa no final de domingo, chamado "Fechamento", tedioso, chato, igual o apresentador Rizek e o candidato a celebridade Denilson que sabe aproveitar as brechas que a Globo dá...
Na verdade a convocação não era da Seleção, era do Neymar. No momento que o técnico italiano anunciou o seu nome, chorando ele disse "Obrigado pai", na minha ignorância pensei que era Deus. A televisão mostrou que era o pai dele, que na certa tinha assinado mais 5 contratos. Nada contra é só uma imagem na tv.
O italiano muito inteligente e a CBF entenderam tudo isso. Afinal era a última semana da novela, deixaram o suspense para o capítulo final porque sabiam que o país não queria saber dos 26. Não queriam saber das cartas do Flavinho. Não queriam saber da 6x1. Não queriam saber do novo chinelo do menino Nicolas que recebeu o nome de PÉ-DE-CHINELO...
Uma coisa que achei que tinha acabado, era a ESPERANÇA, que na verdade é isso que está faltando ao povo brasieiro. Vamos renovar esse Congresso ruim, vil, desprezível que está aí...Vamos unidos mudar muita coisa.
Vamos esperar esperançando!
O autor é professor e diretor teatral.