OPINIÃO

Entrelinhas

da Redação
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Café com eleição

Em entrevista ao programa Café com Política desta sexta-feira (22), o professor de direito eleitoral Renato Ribeiro afirmou que a legislação eleitoral brasileira é bem flexível na pré-campanha, proibindo apenas o pedido explícito de voto. Segundo ele, a Justiça Eleitoral tem tolerado manifestações políticas antecipadas porque é impossível construir candidaturas competitivas em apenas 45 dias de campanha oficial.

Eleição na Justiça

Ao comentar a posse do ministro Cássio Nunes Marques na presidência do TSE, disse que a judicialização das eleições já começou e tende a aumentar em 2026. Ribeiro avaliou que o TSE precisará equilibrar liberdade política nas redes sociais com combate aos abusos econômicos e eleitorais. Elogiou a estrutura da Justiça Eleitoral e afirmou que o Brasil está “muito avançado” em relação a diversos países no controle das disputas eleitorais.

Falhas do sistema

Entre as mudanças defendidas na legislação eleitoral, ele criticou os mecanismos de autodeclaração. Há muitas tentativas de fraude em cotas para candidaturas destinadas ao recebimento de recursos eleitorais. Também criticou o uso de igrejas e estruturas religiosas em campanhas políticas, defendendo regras mais rígidas.

“Deepfakes”

Renato Ribeiro apontou a inteligência artificial como principal desafio das eleições de 2026, com avanço das chamadas “deepfakes” e manipulação digital. O jurista relatou experiência como observador internacional na Argentina e citou um vídeo falso do ex-presidente Mauricio Macri pedindo votos para Javier Milei, produzido integralmente por IA e amplamente compartilhado durante a eleição.

Disparos e reeleição

Sobre disparos automáticos no WhatsApp, afirmou que o maior problema será a fiscalização, já que os ilícitos eleitorais ocorrem “no submundo” e são difíceis de comprovar. Por fim, o especialista defendeu um debate nacional sobre o fim ou restrição da reeleição no Brasil, afirmando que o modelo atual gera muito desequilíbrio eleitoral.

Caiado na Apas

O presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas), o pirajuiense Erlon Ortega, recebeu na tarde de terça-feira (19) o pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado, no Festival Apas Show, maior feira supermercadista do país. Nos bastidores do evento, Caiado destacou a relevância econômica do setor supermercadista, citando os R$ 17 bilhões em negócios previstos para esta edição da feira e classificando o segmento como um dos principais motores da economia brasileira.

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