Centrais sindicais e sindicatos de trabalhadores farão neste domingo (24), um ato com panfletagem pelo fim da escala 6 X 1. A concentração para o ato começa a partir das 9h, na praça Rui Barbosa, com falas de representantes de sindicatos, de lideranças das centrais sindicais CUT, UGT, Força Sindical e CSB, representantes de partidos de esquerda e movimentos sociais organizados. Há expectativa pela votação da PEC do Fim da Escala 6 x 1 na próxima semana, com votação na Comissão Especial na quarta-feira, dia 27, e, em caso de aprovação, já no dia seguinte, quinta-feira, dia 28, votação em plenário pelos deputados. São necessários no mínimo 308 votos para a aprovação de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição).
As Centrais sindicais e sindicatos de todo País ampliaram a pressão junto aos deputados que ainda não declararam voto afim de obter apoio para aprovação da PEC, somando forças com a base do governo, que apresentou o projeto. Segundo informam os organizadores, o ato em Bauru cresceu há cerca de três semanas a partir da deliberação das Centrais junto aos sindicatos de Bauru e região. "Ampliando a conscientização dos trabalhadores e divulgado nas comunidades de mídias sociais e junto à imprensa a necessidade do fim da escala 6 X 1, com a manutenção dos salários e jornada de 40 horas semanais!", afirmam.
Colômbia, Chile e México já adotaram a redução da jornada de trabalho num avanço para o mundo do trabalho com ganhos para a produtividade e qualidade de vida das sociedades desses países como um todo.
O coordenador da CUT SP Subsede Bauru e presidente do Sindicato dos Metalúrgicos (Metal Bauru), Valdemir Caminaga, frisa o atual estado de esgotamento das trabalhadoras que fazem jornada dupla trabalhando no 6 X 1 e ainda responsável pelos afazeres de casa e cuidando dos filhos. “Estamos combatendo não apenas a jornada exaustiva, até porque mesmo quem faz a escala 6 X 1 ainda faz horas extras. Os empresários não querem dividir uma parte do lucro sobre o aumento da produção. Há empresas que estão estouradas em horas extras”, argumenta Caminaga.
O presidente do Sindicato dos Comerciários (Sincomerciários) e representante da UGT, Cilso José de Moraes, destaca o impacto da jornada 6 X1, afetando a saúde dos trabalhadores. “Nossa esperança é dar saúde a todas as trabalhadoras e trabalhadores e não só ao comerciário”, ressaltou Cilso.
SERVIÇO
Domingo (24) - 9h
Praça Rui Barbosa – Centro