A equipe Octopus, da escola Sesi Senai Bauru, está entre os representantes brasileiros na etapa mundial da FIRST Robotics Competition (FRC), a FIRST Championship, que começou na última terça-feira (29) e segue até este sábado (2), em Houston, nos Estados Unidos. O grupo participa do evento apresentando o Octobook, projeto educacional criado para ampliar o acesso ao ensino de tecnologia e inovação.
Na competição, quatro equipes de robótica do Sesi-SP representam o Brasil ao lado de outros times nacionais. Ao todo, sete equipes brasileiras disputam a FRC, torneio que reúne mais de 360 equipes de 13 países.
Formadas por estudantes do Ensino Médio, as equipes desenvolvem robôs de porte industrial, com até 56 quilos, preparados para desafios de alta complexidade dentro da arena. Durante as partidas, as máquinas precisam executar tarefas com precisão, estratégia e agilidade em ambiente altamente competitivo.
Além do desempenho técnico, os times também levam ao mundial projetos sociais voltados à educação STEAM, sigla para Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática.
É neste contexto que a Octopus apresenta o Octobook. O material didático utiliza recursos simples e acessíveis, como papelão, para ensinar conceitos tecnológicos de forma prática e inclusiva.
"O diferencial é usar materiais como papelão para ensinar conceitos complexos de maneira simples. Isso permite que qualquer pessoa consiga aprender, independentemente do nível de conhecimento", destaca a estudante Beatriz de Souza Oliveira.
Segundo a equipe, a proposta é democratizar o acesso ao conhecimento e aproximar mais jovens da educação tecnológica.
"Sabemos que muitas pessoas no Brasil não têm acesso à educação de qualidade. Por isso, buscamos transformar conteúdos difíceis em algo acessível e aplicável na prática", afirma Beatriz.
Além da equipe de Bauru, também participam do mundial as equipes Robonáticos, de Ipiranga/Brás; Megazord, de Jundiaí; e Stardust, de Limeira.
Unindo inovação, impacto social e protagonismo estudantil, os estudantes paulistas chegam ao campeonato internacional como representantes de uma educação voltada à transformação social, dentro e fora das arenas de competição.