O ex-deputado federal Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho (PT), ex-presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), esteve em Bauru na última terça-feira (28). Defende, entre outras medidas, a regulamentação do trabalho por aplicativos e da economia informal. Ele disputará novamente uma vaga na Câmara dos Deputados, destacando que sua decisão é movida por “vocação” e pelo compromisso com pautas históricas, como direitos trabalhistas, combate à discriminação e defesa do meio ambiente.
Durante entrevista ao JCNET, Vicentinho afirmou que pretende dar continuidade ao trabalho desenvolvido ao longo de sua trajetória política, marcada pela apresentação de mais de 200 projetos de lei e pela atuação em diferentes frentes sociais. Segundo ele, sua atuação é baseada em quatro eixos principais: defesa dos trabalhadores formais e informais, combate a preconceitos, preservação ambiental e promoção da cultura da paz. “Tenho missões a cumprir, não tenho negócio a fazer. Meu mandato sempre foi pautado por compromisso com a sociedade”, declarou.
O ex-parlamentar também destacou o modelo participativo de seu mandato, afirmando que a destinação de emendas parlamentares é feita de forma transparente, com a participação de um conselho formado por representantes da sociedade. Recursos destinados a cidades como Bauru e região, segundo ele, seguem esse critério coletivo.
Vicentinho afirmou estar otimista com o cenário eleitoral e acredita em crescimento de sua base de apoio. De acordo com ele, a candidatura tem recebido adesões de diferentes setores, como comunidades religiosas, lideranças políticas e representantes empresariais. “Tenho sentido um aumento significativo de apoio, inclusive de pessoas que acompanham o mandato e destacam a transparência da minha atuação”, disse.
Com histórico ligado ao movimento sindical, Vicentinho reforçou que pretende manter a defesa dos trabalhadores como prioridade. Entre as propostas, ele citou a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6 por 1, além da revisão de mudanças promovidas na legislação trabalhista e previdenciária. Ele também destacou a necessidade de regulamentação do trabalho por aplicativos e da economia informal. “Emprego existe, mas precisamos melhorar a qualidade e a renda. O trabalho precário não pode ser regra”, afirmou.
Sobre o movimento sindical, o ex-deputado reconheceu desafios, como o impacto da tecnologia e mudanças no mercado de trabalho, mas defendeu sua importância histórica na conquista de direitos como férias, 13º salário e FGTS. Ao comentar a relação entre Executivo e Legislativo, Vicentinho afirmou que conflitos são naturais dentro da democracia, mas avaliou que o Congresso Nacional enfrenta distorções em sua composição.
Segundo ele, há desequilíbrio na representatividade social dentro da Câmara, com predominância de determinados setores econômicos. “O Parlamento precisa refletir melhor a diversidade do povo brasileiro”, afirmou, citando a baixa presença de trabalhadores, mulheres, negros e indígenas entre os deputados.
O ex-deputado também criticou a influência de desinformação no processo eleitoral, destacando o impacto das redes sociais e das chamadas fake news na formação da opinião pública.