Dezenas de estudantes da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Bauru realizaram, na tarde desta quinta-feira (26), um protesto por melhores condições de permanência estudantil. O ato seguiu até o Grupo Administrativo do Câmpus (GAC), com reivindicações como o aumento da oferta de refeições no Restaurante Universitário (RU), a antecipação de auxílios, a ampliação do orçamento e a contratação de profissionais de assistência.
Segundo a estudante de Jornalismo Maria Clara Buchalla, parte dos alunos enfrenta dificuldades para se manter na universidade devido à insuficiência das políticas de permanência. Entre os principais problemas apontados estão a limitação no número de refeições e os atrasos nos auxílios estudantis.
O câmpus reúne mais de 6 mil estudantes, mas oferece cerca de 700 almoços e 800 jantares por dia. “Mesmo após a ampliação da cozinha em 2025, que elevou a oferta de 1.300 para 1.500 refeições diárias, o número ainda é insuficiente”, afirma a estudante. Com a chegada de novos alunos, segundo ela, as vagas se esgotam rapidamente, deixando parte dos veteranos sem acesso ao RU.
Outro ponto citado é o reforço na fiscalização das catracas do restaurante, diante de casos de entrada sem pagamento, associados à falta de vagas. “O problema não é o valor da refeição, mas a indisponibilidade e o orçamento que não acompanha a expansão das universidades”, enfatiza Maria Clara.
Procurada, a presidência do GAC não respondeu até a publicação desta matéria. Na manifestação semelhante ocorrida em 2025, a Unesp informou que reconhece a importância da alimentação para a permanência estudantil e afirmou buscar aprimorar o serviço dentro dos limites orçamentários. A universidade também destacou que prioriza estudantes em situação de vulnerabilidade e que realizou investimentos para ampliar a capacidade do restaurante, hoje estimada em até 2 mil refeições diárias.