O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou agora há pouco a prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está internado no Hospital DF Star, em Brasília, para tratamento de uma broncopneumonia. Bolsonaro vai, agora, vai para casa, onde cumprirá a pena de 27 anos e 3 meses por trama golpista em prisão domiciliar.
A decisão de Moraes é que a prisão domiciliar seja, inicialmente, por 90 dias, até que ele se recupere da broncopneumonia. "Após esse prazo, será reanalisada a presença dos requisitos necessários para a manutenção da prisão domiciliar humanitária, inclusive com perícia médica se houver necessidade", diz a decisão do ministro do STF. Ao conceder a prisão domiciliar humanitária a Bolsonaro, Moraes impôs uma série de medidas cautelares. Entre elas, o uso de tornozeleira eletrônica.
Condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro estava detido na Papudinha, em Brasília. No dia 13 de março, deixou a unidade após apresentar broncopneumonia e ser internado em hospital particular da capital, onde permanece estável. Boletim médico informa evolução favorável e indica possibilidade de alta nas próximas horas, caso o quadro continue satisfatório.
Desde a prisão, o ex-presidente passou por outros atendimentos médicos. Em setembro do ano passado, apresentou vômitos, tontura e queda de pressão. Em janeiro deste ano, foi internado após passar mal e bater a cabeça na cela. Naquele mês, foi transferido para a Papudinha, unidade com suporte médico permanente.
Bolsonaro foi preso preventivamente em 22 de novembro, após violar regras da tornozeleira enquanto estava em prisão domiciliar. Três dias depois, Moraes determinou o início do cumprimento da pena. Em 15 de janeiro, autorizou a transferência para sala de Estado-Maior no Complexo da Papuda. No início de março, o ministro negou novo pedido de domiciliar por entender que não estavam preenchidos os requisitos.