14 DIAS INTERNADA

Morre mulher que teve o corpo queimado após surto em churrasco

Por | da Redação
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Divulgação
Maria Inês Polatto, de 63 anos, estava internada no Hospital Estadual de Bauru (HE)
Maria Inês Polatto, de 63 anos, estava internada no Hospital Estadual de Bauru (HE)

Após 14 dias de internação, morreu nesta quinta-feira (19), no Hospital Estadual de Bauru (HE), Maria Inês Polatto, de 63 anos, que sofreu queimaduras em cerca de 75% do corpo durante um churrasco realizado em Itapuí (44 quilômetros de Bauru). O homem suspeito de provocar a explosão que resultou nas lesões, de 41 anos, foi preso em flagrante. Ele é companheiro de um vereador da cidade e ambos também foram atingidos pelas chamas, mas sem gravidade.

Conforme divulgado pelo JCNET/Sampi na ocasião, o fato ocorreu na noite do último dia 6 de março. De acordo com o boletim de ocorrência (BO), testemunhas contaram que, após discussão acalorada durante o churrasco, José Ruster de Oliveira teria se dirigido a um depósito próximo, pego um galão de gasolina, retornado ao ambiente onde as pessoas estavam reunidas e passado a espalhar o combustível pelo chão, dizendo que "mataria todo mundo".

Em seguida, ele teria riscado um fósforo, provocando as chamas. A mesma versão foi sustentada por duas testemunhas. Porém, Matheus da Costa Aranha, de 30 anos, vereador em Itapuí e companheiro do suspeito, apresentou uma segunda versão, alegando que, após discutir com José Ruster, este teria apenas desferido um chute no galão de gasolina, o qual, ao se deslocar, atingiu a churrasqueira acesa, provocando explosão que culminou nas queimaduras.

A Polícia Científica foi acionada para realizar a perícia no local dos fatos e identificar vestígios materiais da dinâmica do incêndio e eventual compatibilidade entre as versões apresentadas. José Ruster de Oliveira foi preso em flagrante e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça na audiência de custódia. O caso segue sob investigação. Registrada inicialmente como tentativa de homicídio qualificado, a ocorrência passa a ser tratada como homicídio qualificado.

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