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'Vai morrer': vídeo põe em xeque versão dos 'matadores' de Daniel

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução

"Hoje você vai morrer, vai morrer!".

A frase, flagrada em imagens captadas por uma câmera de segurança, coloca em xeque a versão de cinco homens envolvidos na morte brutal do autônomo Daniel Moura de Sousa, de 26 anos, ocorrida em São José dos Campos, na noite do dia 2 de março. VEJA O VÍDEO

Daniel foi encontrado morto minutos depois em uma área de mata.  A frase registrada nas imagens, obtidas por OVALE, levanta dúvidas sobre a versão apresentada pelos suspeitos.

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Identificados pela polícia, os cinco admitem ter espancado a vítima, mas dizem que "não tinham intenção de matar". Mesmo após confessarem o crime, os cinco foram liberados, já que não havia flagrante.

Morador da zona norte de São José , Daniel trabalhava como autônomo e vivia em união estável havia cerca de seis anos. Familiares e amigos o descrevem como “trabalhador e homem de família”.

Câmera registrou espancamento

As imagens mostram os últimos momentos de vida de Daniel, cercado e agredido por cinco homens na rua. Durante o ataque, um deles repete várias vezes a ameaça de morte contra a vítima.

A gravação se tornou uma peça importante da investigação conduzida pela Delegacia de Homicídios de São José.

“As investigações continuam”, afirmou o delegado Neimar Camargo Mendes.

Polícia identificou cinco suspeitos

Segundo a Polícia Civil, os cinco homens envolvidos já foram identificados e prestaram depoimento. Eles confirmaram participação nas agressões, mas sustentam que o objetivo seria apenas agredir Daniel, sem intenção de matá-lo.

Como o crime foi descoberto posteriormente e não houve prisão em flagrante, os suspeitos foram liberados após serem ouvidos.

Plano para furtar fios terminou em confusão

De acordo com a investigação, Daniel havia participado do aniversário da esposa antes do crime.

Depois da festa, ele saiu acompanhado de dois amigos, identificados como Michael e Eduardo.

O grupo teria seguido até uma empresa na zona leste com a intenção de furtar fios de cobre, ação que, segundo a polícia, teria sido combinada com Heberson, funcionário do local.

Ao chegar à área, o carro onde estavam foi estacionado próximo a um caminhão carregado com cerveja.

O proprietário do caminhão desconfiou que o grupo poderia estar planejando roubar a carga, o que provocou uma discussão.

Disparo e agressões

Durante o desentendimento, ainda segundo a polícia, Daniel teria sacado uma arma de fogo e disparado contra o portão da casa do dono do caminhão.

Após o tiro, a situação se agravou e várias pessoas passaram a agredir Daniel com socos, chutes e objetos.

Os amigos que estavam com ele afirmaram que também foram atacados, mas conseguiram fugir.

Corpo foi encontrado em terreno baldio

O corpo de Daniel foi encontrado na noite do mesmo dia, em um terreno baldio atrás de um muro na rua Doutor Domingos de Macedo Custódio, no Jardim Santa Inês 1.

Ele havia saído de casa após participar da comemoração da companheira e não retornou.

Familiares iniciaram buscas pela região. Durante uma das tentativas de contato, Daniel chegou a atender uma ligação da esposa e disse apenas que estava “no Santa Inês”, antes de a chamada ser interrompida.

Sobrevivente conseguiu escapar

Michael, um dos homens que estava com Daniel, relatou à polícia que também foi agredido.

Segundo o depoimento, ele foi atingido com uma garrafa de whisky na cabeça, além de sofrer socos, chutes e golpes com pedaços de madeira.

Ele conseguiu fugir pulando muros e atravessando a Via Dutra, sendo socorrido por policiais da Força Tática e levado ao Hospital Municipal de São José dos Campos.

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