Moradores da região dos parques Colina Verde e São Geraldo, em Bauru, têm sofrido com o aumento significativo na velocidade e no volume de veículos que trafegam pela alameda das Acácias após a entrega das marginais da rodovia Marechal Rondon, em julho de 2024.
Isso porque a alameda passou a funcionar como marginal da rodovia, e o motorista que esteja nas rodovias Comandante João Ribeiro de Barros (Bauru–Marília) e Marechal Rondon e precise acessar a avenida Moussa Tobias tem na alameda das Acácias seu único acesso. O reflexo é sentido no cruzamento com a alameda do Ipê, onde longas filas se formam nos dois sentidos da via, que é de mão dupla.
A maior dificuldade ocorre nos horários de pico, entre 6h30 e 8h e das 16h30 às 17h30, quando os condutores tentam atravessar ou acessar a marginal. De acordo com os moradores, esse gargalo é o principal fator para as frequentes colisões registradas no local.
Segundo o funcionário público Fernando Augusto de Moraes, o muro da empresa onde trabalha é alvo constante dos acidentes. “É um cruzamento onde é difícil atravessar e, como os carros vêm de sentidos opostos, acabam se atrapalhando na hora da travessia, já que os dois querem entrar ao mesmo tempo na via. É nesse momento que acontecem os acidentes”, relatou.
O transtorno, porém, não se restringe aos motoristas. Pedestres também enfrentam dificuldades e chegam a esperar vários minutos para conseguir atravessar a via em segurança.
De acordo com Fernando, muitas crianças que vêm da região do parque Colina Verde seguem para escolas localizadas no parque São Geraldo e precisam cruzar o trecho diariamente. “É muito perigoso para as crianças. O ideal seria instalar um redutor de velocidade e um semáforo de três tempos nessa esquina. Já fizemos pedido para a Empresa Municipal de Desenvolvimento Rural e Urbano (Emdurb), mas até agora nada. É muito acidente, é um atrás do outro, e ninguém toma providência”, desabafa.
O JCNET acionou a Emdurb e a concessionária ViaRondon para saber quais providências serão tomadas, mas até o fechamento da matéria não houve retorno. O espaço segue aberto para manifestação.