ECONOMIA

PIB cresce 2,3% em 2025


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O IBGE divulgou o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil que cresceu 2,3% em 2025, atingindo o valor total de R$ 12,7 trilhões. Embora positivo, o resultado marca uma desaceleração em relação a 2024 (3,4%). O PIB per capital alcançou R$ 59.687,49, uma alta real de 1,9%.

PIB pelo lado da oferta

Pelo Lado da Oferta (Setores) a Agropecuária como protagonista: o setor foi o grande motor do ano, com um salto expressivo de 11,7%. A produção recorde de grãos, como soja e milho, compensou o ritmo mais lento de outras áreas. Serviços com Crescimento Resiliente: o setor de maior peso na economia avançou 2,1%. O desempenho foi sustentado principalmente por atividades de informação e comunicação, além de serviços financeiros, embora tenha perdido fôlego no último trimestre. Indústria em Recuperação Gradual: a indústria cresceu 1,5% no acumulado do ano. O destaque positivo foi a indústria extrativa (petróleo e minério), enquanto a indústria de transformação enfrentou maiores dificuldades devido aos juros elevados.

Pelo Lado da Demanda (Gasto)

Consumo das Famílias: apesar do mercado de trabalho aquecido, o consumo cresceu a um ritmo moderado, influenciado pelo custo do crédito. Foi um pilar de sustentação, mas com menor ímpeto do que em anos anteriores. O crescimento foi de 1,3%. Investimentos (FBCF): a Formação Bruta de Capital Fixo (investimentos em máquinas, construção e equipamentos) teve alta de 2,9%. Contudo, a taxa de investimento fechou em 16,8% do PIB, ligeiramente abaixo dos 16,9% de 2024. Setor Externo (Exportações): as exportações foram um destaque de alta, cresceu 6,2%. O forte desempenho das commodities agrícolas e minerais impulsionou as vendas para o exterior, contribuindo positivamente para o cálculo final. Já as importações cresceram 4,5% em 2025. Gastos do Governo: o consumo da administração pública também registrou expansão em 2025, atuando como um dos componentes que evitaram uma desaceleração maior da demanda agregada. O crescimento foi de 1,2% no ano passado.

Desaceleração no 4º. Trimestre

Desaceleração no 4º Trimestre. O final de 2025 mostrou sinais de estagnação, com variação de apenas 0,1% em relação ao trimestre anterior. Analistas atribuem isso ao impacto acumulado da taxa Selic em patamares restritivos.

Projeção do PIB em 2026

Para 2026, as projeções indicam uma nova desaceleração do crescimento econômico, com o mercado financeiro e o governo divergindo sobre a intensidade desse desaquecimento. Crescimento Estimado: A mediana do último Boletim Focus de aponta para uma expansão de 1,82%. Já o Ministério da Fazenda é mais otimista, mantendo a projeção de 2,3%, o mesmo ritmo observado em 2025.

Detalhes das projeções

Agropecuária sob Pressão: após o salto histórico de 2025, o setor deve perder fôlego. A CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária) estima uma queda de 4,6% no Valor Bruto da Produção (VBP), devido à redução nos preços das commodities e ao efeito de uma base de comparação muito alta. Juros e Crédito: a expectativa é de que o Banco Central possa iniciar cortes na Selic ao longo de 2026, caso a inflação (projetada em 3,91%) se mantenha controlada. Isso seria fundamental para destravar os investimentos, que sofreram no final de 2025. Consumo e Renda: O consumo das famílias deve seguir crescendo de forma moderada, sustentado por um mercado de trabalho que permanece com baixa taxa de desemprego, mas limitado pelo endividamento ainda presente. O FMI e o Banco Mundial preveem que o Brasil crescerá entre 1,6% e 2,2%, alinhado à tendência de crescimento global "estável, mas frágil".

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