SEGURANÇA

Santa Isabel simula prevenção a rapto de recém-nascidos em Bauru

da Redação
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Arquivo MSI
Equipe interdisciplinar da Maternidade Santa Isabel em reunião de alinhamento sobre protocolo de prevenção a raptos de recém-nascidos
Equipe interdisciplinar da Maternidade Santa Isabel em reunião de alinhamento sobre protocolo de prevenção a raptos de recém-nascidos

A Maternidade Santa Isabel, unidade estadual de saúde sob gestão da Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp), realizará na manhã desta terça-feira (3), em Bauru, um simulado interno do Protocolo de Prevenção e Resposta a Suspeita de Rapto Neonatal. A iniciativa integra as ações permanentes de segurança institucional e reforça o compromisso da Maternidade com a proteção integral de mães e bebês.

O rapto ou tentativa de subtração de recém-nascidos (neonatos) em ambientes hospitalares é um evento raro, porém de extrema gravidade, envolvendo risco direto à vida e à integridade física e emocional da criança e de sua família, além de repercussões éticas, legais, institucionais e sociais.

“Embora a incidência seja baixa e não tenha ocorrido na história da Maternidade nesta gestão que já completa 14 anos, a possibilidade de ocorrência exige a adoção de políticas preventivas consistentes e um plano de resposta rápida, coordenada, estruturada e multiprofissional”, explica a enfermeira do setor de Qualidade, Fernanda Oliveira Souza Pacheli.

O protocolo institucional foi desenvolvido de forma conjunta pelos setores de Qualidade, Núcleo de Segurança do Paciente (NSP), Pediatria Neonatal, Diretoria médica e equipes multidisciplinar, assegurando alinhamento técnico e integração entre as áreas assistenciais e administrativas.

Entre os objetivos do documento estão estabelecer estratégias preventivas e condutas de resposta imediata diante de suspeita ou confirmação de rapto neonatal, padronizar a comunicação e o fluxo de acionamento do código de prevenção, minimizar o tempo de resposta na localização e proteção do neonato, proteger a equipe e outros pacientes durante a ocorrência, garantir suporte adequado à família e preservar evidências para eventual investigação policial.

“A construção coletiva tem sido uma marca de nossa gestão, com alta adesão das equipes, e fortalece a cultura de segurança, assegurando que todos os fluxos estejam alinhados às boas práticas assistenciais e de gestão de riscos”, destaca o diretor executivo da Maternidade Santa Isabel e Superintendente de Atenção à Saúde da Famesp, Antonio Rugolo Junior.

Simulado mede eficácia

O simulado é uma atividade planejada e previamente organizada, que permite avaliar a efetividade do protocolo. Não haverá qualquer impacto à assistência prestada às pacientes e aos recém-nascidos.

O protocolo institucional contempla medidas como controle rigoroso de acesso às áreas materno-infantis, identificação obrigatória de colaboradores e visitantes, uso de pulseiras de identificação para mãe e bebê, monitoramentos e treinamentos das equipes assistenciais, administrativas e de apoio, além de orientações às mães dos recém-nascidos na Unidade.

De acordo com médica Geovana Momo Nogueira de Lima, coordenadora do Núcleo de Segurança do Paciente, iniciativas como essa são fundamentais para garantir um ambiente seguro e acolhedor às famílias. “A segurança é um compromisso permanente da nossa maternidade. Simulados fortalecem a preparação das equipes e demonstram nossa responsabilidade com cada mãe e cada bebê que passam por aqui diante de qualquer desconfiança de risco. Isso é uma maturidade institucional muito grande”, destaca.

A realização periódica de treinamentos e simulações integra as boas práticas de gestão de riscos em saúde. O próximo simulado está agendado para 10 de março e visa testar o plano de contingência de múltiplas vítimas, em casos de acidentes coletivos.

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