Após registrar seis furtos consecutivos nos últimos seis meses, o projeto Fruto Solidário, que presta assistência a cerca de 680 pessoas em situação de vulnerabilidade, estuda a mudança de sua sede, atualmente localizada na Vila Falcão, em Bauru. O espaço é cedido pela Prefeitura.
Segundo a presidente e assistente social do instituto, Carina De Ciccio Miguel, o caso mais recente ocorreu na última sexta-feira (20). Na ação, foram levados 30 bancos e 30 cadeiras de plástico, talheres reutilizáveis, marmitas e copos descartáveis, brinquedos novos, escada de alumínio, carrinho de carga, panelas e peças de roupa.
De acordo com Carina, as árvores localizadas ao lado do prédio estariam sendo usadas como apoio para a invasão do imóvel. Ela afirma que a poda foi solicitada ao município pelo menos cinco vezes, por telefone, e-mail e por meio de terceiros, mas não houve retorno. A entidade também possui câmeras de segurança prontas para instalação, porém aguarda autorização da Prefeitura. “Se as câmeras já estivessem funcionando, os furtos poderiam ter sido inibidos”, avalia.
De acordo com Carina, os furtos afetam diretamente a assistência prestada às famílias em situação de vulnerabilidade. “Levaram itens essenciais para o preparo e a distribuição das refeições. Sem os utensílios, fica mais difícil manter a rotina e garantir um atendimento digno”, destaca.
Em uma das situações, após prejuízos que comprometeram o fornecimento de energia elétrica, a equipe precisou servir o jantar na rua para não deixar de atender a população. Inclusive, no quinto furto, registrado em 30 de janeiro, o prejuízo acumulado já era estimado em cerca de R$ 3,5 mil.
Diante das ocorrências, a instituição analisa a possibilidade de transferência do local onde acontecem as atividades. Entre as alternativas estudadas estão a cessão de uma sala no prédio do Fundo Social de Solidariedade ou um espaço no Museu Ferroviário, onde o projeto teve início. Até o momento, no entanto, não há definição sobre o novo endereço ou prazo para a eventual mudança.
A reportagem procurou a Prefeitura de Bauru para comentar as solicitações e a situação do projeto, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.