FATORES NATURAIS

Rio Lençóis registra morte de peixes e excesso de lodo após chuva

Por | da Redação
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CBH-RL/Reprodução
O rio Lençóis registrou morte de peixes e excesso de lodo no trecho entre Lençóis Paulista, Areiópolis e Macatuba
O rio Lençóis registrou morte de peixes e excesso de lodo no trecho entre Lençóis Paulista, Areiópolis e Macatuba

Lençóis Paulista - Nesta semana, após elevado volume de chuva na região, o rio Lençóis registrou morte de peixes e excesso de lodo no trecho entre Lençóis Paulista, Areiópolis e Macatuba. Além disso, as operações de unidade geradora de energia elétrica precisaram ser paralisadas em razão do entupimento do sistema de alimentação. As informações foram publicadas pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Lençóis (CBH-RL) em sua página no Facebook.

Segundo a postagem, a situação atípica, com morte de peixes e arrasto de lodo e plantas macrófitas no rio Lençóis, foi verificada na tarde de quarta-feira (11). "Foi analisado que os dados pluviométricos acumulados dos últimos 11 dias de fevereiro na área da bacia hidrográfica excederam as cotas máximas em 38%, compensando os déficits de janeiro passado", ressalta.

"As curvas de drenagens do rio Lençóis tiveram oscilações de vazões, o que desencadeou picos de saturação hidráulica severos. Foram constatadas alterações físico-químicas de percentual de Hidrogênio (pH) e elevação da turbidez da água do rio Lençóis. As condições climáticas externas ao corpo d’água nas últimas 72 horas anteriores tiveram oscilações de temperatura".

Conforme a publicação, a morte dos peixes e arrasto de plantas macrófitas e lodos podem estar diretamente ligados aos fatores naturais de excedentes hídricos, condições climáticas instáveis e oscilações das condições físico-químicas do curso d'água. "O arrasto de plantas macrófitas e lodo pode ter sido do próprio rio Lençóis ou de outro afluente primário por picos de vazão", cita.

"Quando ocorre movimentações de lodos de fundos de rios e macrófitas, isso pode desprender gases tóxicos que causam inibição de oxigênio dissolvido na água e consequente morte de peixes. Os peixes, assim como as abelhas, são bioindicadores muito sensíveis às variações climáticas e da biota que, ao menor sinal de desequilíbrio, acabam perecendo", completa o Comitê.

Impactos

Além da morte dos peixes e do excesso de lodo e plantas macrófitas, de acordo com o órgão, as operações da unidade geradora de energia elétrica do rio Lençóis precisaram ser paralisadas nesta quarta-feira devido ao entupimento do sistema de alimentação e as comportas tiveram que ser abertas emergencialmente com o objetivo de aumentar a vazão de escoamento do rio.

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