OPINIÃO

Exame nacional de medicina

Por Pedro Valentim |
| Tempo de leitura: 1 min

O recém-criado Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) demonstrou que 30% dos cursos de Medicina no Brasil não alcançaram aprovação.

É uma informação preocupante mesmo porque formação deficiente neste setor é um grande risco para a Saúde Pública coletiva.

E pior é que até no ano passado estes cursos não eram avaliados e podem ter formado muitos médicos sem condições de atuar.

E o mais grave dessa situação foi a iniciativa da ANUP - Associação Nacional das Universidades Particulares - de tentar na Justiça impedir a divulgação dos resultados do Enamed às vesperas da publicação das notas. Iniciativa essa motivada pelo medo da exposição dos resultados e consequente impacto na reputação e nas matrículas das instituições. A Justiça Federal negou a demanda.

Tal resultado demonstra que o MEC autorizou cursos que não tinham capacidade de formar médicos de forma adequada. E usou a filosofia da quantidade e não da qualidade.

O resultado foi a formação de um contingente crescente de médicos generalistas mal preparados, que entram diretamente no mercado de trabalho, que atuam em prontos-socorros e plantões hospitalares e enfrentam dificuldade para acessar a residência médica. E atendem justamente à população mais vulnerável. O Enamed já é um avanço, mas é preciso que os formandos de Medicina aqui no Brasil, para obterem o CRM, sejam obrigados a fazer um exame rígido, tal como a OAB aplica nos bacharéis em Direito, para serem advogados. Antes tarde do que nunca!

PS - Estamos torcendo (psicologicamente e presencialmente) para que o Noroeste permaneça na 1ª Divisão do Campeonato Paulista, mas a cidade poderia ajudar um pouco mais.

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